20.07.2017 | 10h58


PODERES / "LISTA NEGRA"

Blairo, Cidinho e Fagundes estão entre autoridades que respondem a processos no STF

Os representantes de Mato Grosso figuram entre os 48 senadores que respondem por acusações criminais na Corte Suprema, o que é considerado um recorde, pela Revista Congresso em Foco.


DA REDAÇÃO

Uma pesquisa feita pela revista Congresso em Foco, divulgada na quarta-feira (19), revela que três representantes de Mato Grosso em Brasília possuem pendências criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se dos senadores Cidinho Santos (PR) e Wellington Fagundes (PR), assim como o ministro da Agricultura, senador licenciado Blairo Maggi (PP). O levantamento foi feito pela Revista Congresso em Foco.

“Estou aguardando com serenidade o andamento das investigações, tendo plena convicção de que minha inocência será demonstrada ainda durante o inquérito. Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado”, disse Blairo.

O ministro Blairo Maggi, por sua vez, entrou para esta lista recentemente. Ele é alvo do inquérito 4447, aberto com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. O republicado é suspeito de receber ilicitamente R$ 12 milhões em sua campanha ao Governo de Mato Grosso, em 2006.

Por meio de nota encaminhada à reportagem da revista, o ministro garante que não recebeu nenhum tipo de doação da Odebrecht para as suas campanhas eleitorais, e ainda afirma que não teve qualquer tipo de relação com a empresa ou os seus dirigentes.

“Estou aguardando com serenidade o andamento das investigações, tendo plena convicção de que minha inocência será demonstrada ainda durante o inquérito. Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado”, disse Blairo.

Cidinho

Suplente de Maggi, o senador Cidinho é réu na ação penal 991, por crime de responsabilidade e crimes da lei de licitação. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF). O relator do processo no STF é o ministro Edson Fachin. O parlamentar ainda é réu em quatro ações civis oriundas do caso conhecido como Máfia das Sanguessugas, que consistia na venda de ambulâncias superfaturadas. O republicano chegou a ser condenado pela Justiça Federal de Mato Grosso, mas recorreu da decisão. Apesar de ter prerrogativa de foro, o caso não foi remetido ao STF.

Fagundes

Já Wellington Fagundes, responde ao inquérito 2340, que tramita no Supremo desde julho de 2006. Ele é investigado por corrupção ativa, passiva, peculato e lavagem ou ocultação de bens. As investigações, entretanto, correm em segredo de Justiça.

A última tramitação do inquérito foi em de março de 2015. O processo teria sido enviado à Procuradoria Geral da República para novas apurações e ainda não retornou à Corte. Em resposta à reportagem da Congresso em Foco, o republicado diz que aguarda o arquivamento da investigação.

“Em atenção à solicitação desse veículo de comunicação, informo que o senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, aguarda a decisão pelo arquivamento do citado procedimento apuratório, visto que não se confirmou, como já era esperado desde o início, qualquer envolvimento de sua parte na questão investigada. Como integrante da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento do Judiciário, lamenta que situações como essa, em que não há absolutamente qualquer suposta prática criminosa, perdurem tanto tempo para um desfecho, causando prejuízos à imagem parlamentar”.

Conforme o relatório, dos 91 senadores do Brasil, 48 respondem por acusações criminais na Corte Suprema. Destes, 34 estão sob investigação na Operação Lava Jato. “Um recorde histórico, de acordo com o monitoramento iniciado em março de 2004” cita reportagem.

 











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