24.05.2017 | 09h10


BASE ALIADA

Bancada aguarda Justiça para decidir 'desembarque' do Governo Temer

De acordo com o líder da bancada federal de Mato Grosso, deputado Victório Galli, os parlamentares só vão se manifestar após provas concretas de que Temer realmente tratava da compra do silêncio de Eduardo Cunha, junto ao dono da JBS.


DA REDAÇÃO

Os deputados federais de Mato Grosso que compõem a base aliada do Governo Federal devem dar uma 'trégua' ao presidente Michel Temer (PMDB), até que haja uma investigação mais profunda por meio do inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto isso as siglas não irão falar em deixar a base. A decisão foi confirmada pelo líder da bancada, deputado Victório Galli (PSC), ao na noite de terça-feira (23). 

“Nós só vamos tomar posição quando tiver tudo na mão. Toda decisão agora é precipitada e baseada no achismo. (...) É preciso ter esse momento de paciência, mas tem gente que está no atropelo e piora as coisas”, rebateu o líder.

Segundo Galli, a bancada só irá tomar uma decisão quando a Justiça apresentar provas concretas de que Temer realmente cometeu crime de responsabilidade ao ser gravado, supostamente comentando com o dono do Grupo JBS, Joesley Batista, sobre a compra do silêncio do ex-deputao Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Nós só vamos tomar posição quando tiver tudo na mão. Toda decisão agora é precipitada e baseada no achismo. (...) É preciso ter esse momento de paciência, mas tem gente que está no atropelo e piora as coisas”, rebateu o líder.

 

Logo após a divulgação dos áudios da converesa entre Temer e Joesley Batista, aliados do Governo ameaçaram deixar a base de sustentação do Palácio do Planalto no Congresso.

“A ‘zoeria’ aqui é da oposição. Inclusive teremos uma manifestação ferrenha nesta quarta-feira [24]. Só de Mato Grosso estão a caminho três ônibus e do Nordeste 70 ônibus. A informação é que eles estão com máscaras e coletes à prova de tiro de borracha para invadir a Câmara e o Senado”, disse o parlamentar.

No entanto, Victório Galli defende que antes é preciso investigar se a JBS aproveitou a crise política, causada por causa da delação, para faturar milhões em ações na bolsa de valores.

“Temos que acompanhar as apurações das gravações. E queremos saber se a JBS realmente comprou dólar antes da delação porque eles tiveram um aumento de dólar em torno de R$ 400 milhões de um dia para outro. Tudo isso tem que ser investigado”, explicou.

Repercussão

A reportagem procurou os deputados Carlos Bezerra (PMDB), Valtenir Pereira (PMDB), Nilson Leitão (PSDB), Ezequiel Fonseca (PP), Fábio Garcia (PSB) e Adilton Sachetti (PSB), que compõem a base do Governo Temer para confirmar a permanência, mas até a edição da reportagem não obtivemos sucesso.











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