26.03.2020 | 20h55


PODERES / DESOBEDIÊNCIA NA QUARENTENA

'Àqueles que não acreditam no risco, não reclamem se forem infectados', avisa secretário

Gilberto Figueiredo cobra uma posição das pessoas, de autoconfinamento, avisando que se houver contaminação foram avisadas


DA REDAÇÃO

“Existe a decisão de arbítrio. Aqueles que acreditam que não existe nenhum risco, se comportem assim. Mas depois que forem contaminados não venham dizer que não foram alertados que o confinamento era a melhor opção”. A afirmação é do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante coletiva on line na tarde desta quinta-feira (26).

Ele defende as últimas decisões do governo do Estado, que reduzem as medidas de restrição e confinamento social, mas faz questão de alertar, a todo momento, que o isolamento social é a melhor opção. “O confinamento social continua vigorando. O que o governador decidiu é não paralisar as atividades econômicas. Aqueles que não estão nesta área e que podem ficar em confinamento, devem ficar”.

O secretário admite que o governo sofre pressão de dois lados, daqueles que querem que tudo seja liberado e dos que defendem o máximo de restrição. Afirma que, se for necessária, uma quarentena total será determinada, mas que não é o caso deste momento. E volta a falar do livre arbítrio: “porque não se autoconfinam? Parece que todo mundo, para entender o que tem que fazer, precisa de uma lei. Estamos pedindo para as pessoas que podem que não vão para as ruas, não vão para os shoppings, não vão para os supermercados, mas parece que só vão fazer se tiver lei. Quanto mais confinado você estiver, mas protegido você estará. Que tal você tomar uma decisão pessoal e ajudar o governo”, discursa o secretário.

Por cerca de 30 minutos de coletiva, o secretário tentou defender várias vezes a medida do governo. “A regra estadual é a que vale para o Estado todo e tem o governador autoridade para fazer isso. O que faremos é, paulatinamente, ir adotando medidas para diminuir a circulação de pessoas. Mas têm municípios sem nenhum caso confirmado e que praticamente já decretaram toque de recolher”.

Ele continua argumentando sobre os riscos destas decisões, afirmando que se parar tudo vai entrar em colapso e na hora que realmente precisar parar, a situação estará caótica. “As medidas têm que ser bem dosadas, dentro do nível de pressão e temperatura que a epidemia determina”, completando que “daqui a pouco a gente não pode mais pagar ninguém e as empresas não terão condições de subsistência”.

O secretário afirma que se as pessoas mantiverem o protocolo respiratório (cobrir a boca ao tossir e o nariz ao espirrar) e a distância de 1,5 metro, o risco de contaminação “não é tão grande”. “O vírus não chega a uma distância superior a isso”.

Ele ainda enfatiza que os comércios que podem abrir precisam adotar as medidas para evitar a proliferação do coronavírus. “Hoje entrei em uma lanchonete para comer um lanche e me falaram que eu tinha que comer lá fora. Foi o que fiz e deu certo”.











(1) COMENTÁRIOS

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Mixtense  26.03.20 21h55
Este secretário é um banana. Ele foi o primeiro a escandalizar, forçar a população se esconder e criou um grande pânico. O certo ele como " secretário " era advertir e orientar a população. Mas o moço quis chamar atenção demais da conta.

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