19.02.2020 | 07h35


PODERES / CPI DO PALETÓ

Após pressão, vereador retira pedido para que reuniões fossem secretas

O sargento Joelson disse que desistiu do requerimento por ter sido mal interpretado e acusações de que estaria protegendo o prefeito.


DA REDAÇÃO

O membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a chamada CPI do Paletó, na Câmara de Cuiabá, sargento Joelson (PSC), desistiu do requerimento que havia apresentado para que os encontros da comissão fossem secretos.

O anúncio foi feito na sessão de terça-feira (18). Ele justificou que sua decisão ocorreu após ter sido mal interpretado, além das acusações de que estaria protegendo o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), alvo de investigação.

“Fiz tão somente uma solicitação visando preservar documentos e pessoas que por ali vão passar nos próximos dias. Pessoas essas que são convidados, que são testemunhas e não são réus e que não são vítimas”, disse.

Ele citou ainda que a medida preservaria os membros da comissão de qualquer acusação de abuso de autoridade.

“E fiz para evitar os espetáculos que estavam acontecendo nessa Casa. E aí abro parênteses para dizer, não sou contra, cada um toca o mandato do jeito que quer assim como toco o meu e não devo responsabilidade a ninguém daqui. No entanto, aqui no plenário, no gabinete, naquela praça, tranquilo, cada um faz aquilo que bem quiser do seu mandato, mas dentro de uma CPI onde um inquérito está sendo apurado aí não. Não poderia aceitar essa situação”, acrescentou.

Durante sua justificativa, o vereador foi vaiado por populares que estavam acompanhando a sessão no auditório.

“Tenho que levar em conta a opinião pública e para essa CPI não seja contaminada por estas situações, apresento, hoje, um novo requerimento ao vereador Bussiki [presidente da CPI] pedindo a desistência e o desentranhamento do requerimento que fiz na sexta-feira”, finalizou.

A proposta foi apresentada durante a retomada dos trabalhos na sexta-feira (14) e causou bastante polêmica, principalmente, com vereadores de oposição ao prefeito que rejeitaram a proposta.

CPI

A CPI começou os trabalhos em 2017, mas no mesmo ano a apuração foi suspensa devido a possíveis irregularidades na composição dos membros. No ano passado retomou com novos integrantes, mas foi suspensa pela Justiça novamente.

Em janeiro, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Helena Maria Bezerra Ramos, revogou liminar e autorizou a retomada da CPI. A Procuradoria da Câmara recorre da decisão.

O objetivo da comissão é apurar em que circunstâncias o vídeo em que Emanuel, na ocasião deputado estadual, aparece recebendo maços de dinheiro do então chefe de gabinete do governo Silval Barbosa, Sílvio Correa.

As oitivas serão retomadas na quarta-feira (19) com o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Sílvio Corrêa, no dia 19 de fevereiro. O ex-governador será ouvido no dia 2 de março, seguido por Valdecir Cardoso, o servidor Valdecir Cardoso de Almeida, responsável por enquadrar a câmera usada para gravar Emanuel, entre outras pessoas, dia 9.

O ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, foi convocado para estar na Câmara dia 16.

Eles já foram ouvidos e serão convocados novamente após a CPI ter retomado convocado novos membros.











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