28.05.2019 | 09h52


DONO DE BUFFET

Alan Malouf a promotor: Vou f... todo mundo, até você; veja prints

Recentemente uma série de documentos têm vindo à tona indicando que Alan Malouf teria tentado incriminar o ex-promotor Fábio Galindo, assim como outras autoridades por vingança.


DA REDAÇÃO

Trechos de uma conversa, por WhatsApp, em 2016, revela ameaças feitas pelo empresário Alan Malouf, antes dele ser preso, ao então promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança do Estado, Fábio Galindo, caso este não o ajudasse.

Malouf afirma que estava com medo de ser preso e pede a ajuda de Galindo. Como o promotor nega, o empresário passa a o ameaçar:

“Olha, vou ser bem sincero com você. Vou fuder todo mundo. Todo mundo. Inclusive você”.

Confira abaixo a conversa na íntegra.

Alan Malouf foi preso por participar do esquema de fraudes em licitações da Seduc. Ele firmou acordo de delação premiada, mas pode perder o benefício se ficar comprovado que ele mentiu à Justiça. Recentemente, uma série de documentos têm vindo à tona indicando que ele teria tentado incriminar Galindo, assim como outras autoridades por vingança.

De acordo com o empresário Giovani Guizardi, Malouf ficava com 25% da propina desviada em contratos entre empreiteiras e a Seduc. Ele foi condenado a 11 anos de prisão.

Alan inicia a conversa em tom amigável:  

"Meu amigo. Por favor. Eu preciso da sua ajuda. Vou te pedir pela última vez. Por favor, me ajuda. O clima está muito pesado aqui. Você sabe o que estou passando", diz Malouf.

Galindo responde com respeito, mas distanciamento:

“Eu imagino que não seja fácil. Pra mim tudo isso foi e continua sendo uma grande surpresa. Mas já te falei, quero ficar longe disso”.

O empresário continua a conversa e começa a pressionar:

“Cara, estou desesperado. Tenho família. Estou com medo de ser preso. Você pode me ajudar a segurar isso. Você conhece todo mundo no Gaeco, você é amigo da Selma, você é respeitado”.

Galindo o aconselha a se respaldar juridicamente:

“Alan, já te falei mil vezes, você não quer me escutar. Não existe isso de matar a investigação no peito. Esquece isso. Quem te fala isso tá vendendo sonho. Esse caso já é consolidado, já tem gente presa, está em ebulição. Isso não para. Não existe amizade que segure isso. Seu único caminho é correr, se antecipar, comparecer e apresentar suas provas".

Malouf insiste:

“Mas você tem influência lá. Pode fazer força do lado de cá para aceitarem. Você pode me ajudar. Você sabe disso”.

Galindo se desvencilha:

“Se eu falar vai é te prejudicar. Isso não funciona. Se antecipe, é o melhor que você faz".

Alan pede que Galindo seja seu advogado:

“O projeto do compliance lá não deu certo mas Brustolin me falou que você vai mesmo exonerar [do Ministério Público]. Você não vai advogar? Você me falou dessa ideia em Brasília. Aí você pode me ajudar".

Galindo desconversa:

“Vou me exonerar. Estou decidido.  Mas ainda não sei se vou estudar fora um tempo e depois atuar em São Paulo. Mato Grosso está um campo minado. Contrariei muitos interesses aí. Preciso ir  para outro lugar. Recomeçar".

Irritado, Alan começa a se revoltar contra Galindo:  

“Fábio, você era meu amigo. Estávamos juntos, vocês viviam em casa, tomava vinho, todo mundo junto. Agora que estou na merda estou sozinho. Você não sabe o inferno que virou minha vida”.

Galindo responde que não o defenderia em caso de corrupção:

“Imagino que não seja fácil. Como amigo você tem minha solidariedade. Mas com todo o respeito, nunca imaginei que você fosse se meter em uma confusão dessas, com corrupção, Seduc, sacanagem. Seu discurso sempre foi “do bem de Mato Grosso”. Agora não venha cobrar lealdade em coisa errada que você fez. Separe as coisas. Vá cobrar lealdade dos seus comparsas, não de mim”.

O empresário então ameaça:

“Olha, vou ser bem sincero com você. Vou fuder todo mundo. Todo mundo. Inclusive você”.

Galindo se mostra indignado:

“Inclusive eu? Você tá louco? Você sabe que nunca fiz nada de errado. A perseguição que sofro é por ter feito coisa certa e denunciado aqueles grampos. E esse calvário só vai acabar daqui 2 anos, quando esses caras desapearem do poder”.

Malouf continua:

“O HR já me falou... Mais vale a versão do que os fatos... Vou ferrar todo mundo e vocês que se virem... Até tudo se resolver vocês vão passar pelo que estou passando.

Galindo questiona quem seria HR. E Malouf responde:

"Huendel Rolim", que é o advogado que conduz sua defesa e conduziu seu processo de delação.

Delação em xeque

Em seu termo de colaboração premiada, junto à Procuradoria Geral da República, Malouf fez acusações contra o advogado Fábio Galindo, a juíza Selma Arruda e o promotor de Justiça Marco Aurélio.

Os documentos relatam que Galindo teria oferecido seus trabalhos ao preço de R$ 3  milhões, com a garantia de blindagem.
Oferta teria se dado em encontro, numa chácara de um familiar de Fábio. Segundo acusação de Malouf, o advogado teria garantido proteção no Ministério Público (Marco Aurélio) e Judiciário (Selma Arruda).

Se ficar comprovado que mentiu, o empresário pode perder o benefício de delação premiada e voltar para a cadeia.

Confira abaixo as cópias da conversa

Reprodução

conversa malouf 1

Reprodução

conversa malouf 2

Reprodução

conversa malouf 3

Reprodução

conversa malouf 4










(1) COMENTÁRIOS

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ana  28.05.19 11h37
estou bege!!!! ta preso ou solto o alan???

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