14.10.2019 | 09h02


R$ 1,2 MILHÃO

Acusado de receber propina, ex-deputado pode ‘lucrar’ com bens bloqueados pela Justiça

O ex-deputado acusado de receber propina na gestão Silval Barbosa ainda pode morar ou alugar imóveis bloqueados pela Justiça.


DA REDAÇÃO

Mesmo tendo R$ 1, 2 milhão bloqueado pela Justiça sob acusação de recebimento de propina como deputado estadual, Gilmar Fabris ainda poderá lucrar com imóveis e veículos arrolados na ação.

O bloqueio dos bens aconteceu em decisão da juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá, no dia 26 de setembro.

O dinheiro e bens do ex-deputado são “uma garantia do ressarcimento dos valores supostamente desviados”.

“O requerido poderá continuar residindo ou locando os seus imóveis, se locomovendo ou utilizando como queira seus veículos, recebendo proventos, salários ou quaisquer outras formas de rendimentos, uma vez que a restrição atinge somente o direito de alienação”, decidiu Vidotti.

O bloqueio dos bens aconteceu após ingresso de uma ação civil pública ingressada pelo Ministério Público do Estado. A ação é resultado do que delatou o ex-secretário de Fazenda Pedro Nadaf, em relação a pagamento de propina para deputados na gestão do ex-governador Silval Barbosa, entre os anos de 2010 e 2014.

Segundo as investigações, Fabris teria recebido R$ 600 mil e o também ex-deputado Luiz Marinho R$ 400 mil, ilicitamente. 

Luiz Marinho também teve R$ 1 milhão em bens bloqueados. Nadaf ainda delatou que além do ‘mensalinho’, Fabris e Luiz Marinho exigiram R$ 50 mil para que as contas do governo fossem aprovadas.











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