12.12.2019 | 16h55


SUPOSTA ARMAÇÃO

Abílio pede desculpas a vereador e admite que servidora pode ter mentido sobre Emanuel

“Se a mulher mentiu será responsabilizada e não vai sair barato”, disse Abílio Júnior.


DA REDAÇÃO

O vereador por Cuiabá Abílio Júnior (PSC) - que enfrenta um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar - usou a tribuna da Câmara Municipal, na manhã desta quinta-feira (12), para pedir desculpas ao ‘colega’ Juca do Guaraná (Avante) e sua família, por terem sido expostos pela servidora Elizabete Maria de Almeida.

Elizabete registrou boletim de ocorrência na Delegacia Fazendária em que acusa o prefeito Emanuel Pinheiro de suposta compra de votos de parlamentares para cassar o mandato de Abílio. A informação veio à tona depois que a servidora prestou depoimento à Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá e enviou mensagens ao próprio Abílio denunciando o suposto crime.

“Se a mulher mentiu, vai ter que pagar por isso. Será responsabilizada e não vai sair barato”, argumentou Abílio.

Na tribuna, o vereador disse que refletiu sobre o assunto e, apesar de não conseguir reverter o caso, já que foi ele quem a acompanhou até a delegacia para protocolar a denúncia,  decidiu pedir desculpas a Juca.

“Hoje a gente tem que parar com espetáculo que está acontecendo em cima da minha vida e da sua vida [Juca], que só está prejudicando nós dois. Então deste modo e em nome da sua mãe, gostaria de pedir desculpa pela exposição que aconteceu tanto da sua imagem, quanto da minha imagem e da imagem da sua casa”, afirmou.

Ele ainda lembrou que como testemunha na Comissão de Ética, Elizabete também expôs o vereador Ricardo Saad, que é presidente da comissão e médico respeitado na área da Saúde em Cuiabá.

“Hoje a gente tem que parar com espetáculo que está acontecendo em cima da minha vida e da sua vida [Juca], que só está prejudicando nós dois. Então deste modo e em nome da sua mãe, gostaria de pedir desculpa pela exposição que aconteceu tanto da sua imagem, quanto da minha imagem”, afirmou. o vereador.

“Se a mulher mentiu, vai ter que pagar por isso. Será responsabilizada e não vai sair barato”, argumentou Abílio.

No fim, o parlamentar disse que irá colocar uma “pedra” sobre o assunto mesmo que o Legislativo tome uma medida drástica contra ele.

“Da minha parte, independente de qualquer resultado aqui da Câmara Municipal, coloco uma pedra até que a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual expliquem aqueles fatos. Não tenho o menor interesse de continuar falando sobre isso”, declarou.

A denúncia

A servidora, que trabalha no Hospital São Benedito, na Capital, foi uma das testemunhas da oitiva na Comissão de Ética. À época, ela afirmou que houve uma suposta compra de votos por parte do prefeito, numa festa realizada na casa de Juca do Guaraná, no condomínio Belvedere.

No entanto, após ser questionado sobre a polêmica, Juca usou a tribuna, na quinta-feira (05), para se defender, onde apresentou vídeos em que comprovam que Abílio e a servidora estiveram juntos no Hospital São Benedito pouco antes de a funcionária fazer a denúncia contra o prefeito.

Elizabete apresentou atestado médico esta semana em que determina folga de 40 dias para tratamento psiquiátrico. Ela está, segundo o documento, com sintomas de depressão.

Outro lado

A defesa da servidora informou que se posicionará sobre o assunto, ainda nesta quinta, por meio de nota.











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