16.06.2019 | 07h55


ALFREDO DA MOTA MENEZES

Unemat

Por que Cuiabá ou VG não arruma um recurso extra para trazer a unidade para esta região?

A Unemat está em Rondonópolis desde 2017, com os cursos de Letras, Computação e Direito. Funciona numa escola estadual, Stela Maris, e a prefeitura local repassa para a Universidade 30 mil reais por mês. Recebe também muitas emendas parlamentares. Fala-se em construção de sede própria e a prefeitura já doou o terreno.

Falava-se antes que a Unemat não iria para lugares que tivesse a UFMT. O caso de Rondonópolis alterou essa equação. 

A Unemat é vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia estadual. Está em 45 dos 141 municípios do estado. Possui 13 campus, têm 23 mil estudantes e um corpo docente cada dia mais qualificado.

A partir de 2013, ela passou a ter, além da independência administrativa, também a financeira, com lei que destina para a Universidade um percentual da Receita Corrente Liquida (RCL). Começou com 2%, até chegar, em 2018, a 2.5%. Não mais pires na mão, como fora antes.

Não tem essa Universidade estadual na Baixada Cuiabana. Lugar com quase um terço da população do estado. A direção da Unemat não descarta vir para Cuiabá ou Várzea Grande, mas alega que precisa de planejamento financeiro de médio e longo prazo para tal empreendimento e que, no momento, tem queda na sua receita. A queda tem base na atual estagnação econômica. O estado arrecada menos e, se é assim, aquele repasse fixo de 2.5% da RCL tem obviamente uma diminuição.

Momento agora para choramingas e ilações. Por que a prefeitura de Cuiabá ou de Várzea Grande não arruma, como fez a de Roo, um recurso extra, além de prédio municipal ou estadual, para trazer essa Universidade para esta região? Aliás, deveria ser um trabalho conjunto da prefeitura de Cuiabá ou Várzea Grande, da Assembleia Legislativa e do governo para trazê-la para cá. 

Não seria preciso construir prédio próprio para começar seu trabalho aqui. Nem também iniciar com muitos cursos. Um início menor, como aquele de Rondonópolis.

Outra choraminga vai para a questão da falta de recurso orçamentário pela queda de receita da Universidade. É verdade, mas antes, quando não havia um recurso fixo como agora tem com os 2.5% da RCL, a Unemat se expandiu vigorosamente pelo estado.

Além disso, a base maior da RCL é o ICMS e em Cuiabá e V. Grande se tem as maiores arrecadações desse tributo. E ainda a Unemat foi para Rondonópolis num momento de queda na arrecadação e no seu repasse.

Também é tempo de enterrar aquela antiga alegação de que, se a Universidade vier para cá, poderia perder a Reitoria para esta região. É em Cáceres para sempre e ponto final.

Outro comentário sobre esse assunto é que as Universidades privadas em Cuiabá e Várzea Grande, antes e também depois de fusões, não querem a Unemat na região. Perderiam estudantes e recursos do Fies. Pode ser maledicência, como pode não ser. A verdade é que é tempo da Unemat vir para o Vale do Rio Cuiabá

ALFREDO DA MOTA MENEZES é analista político

Os artigos assinados são de responsabilidade do autor, não apresentando, portanto, a opinião do site ReporterMT.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.


Confira também nesta seção:
17.10.19 14h32 »  Exemplo de político municipalista
17.10.19 08h40 »  Nada de novo no front
17.10.19 08h37 »  Espírito, cérebro e comando
17.10.19 08h35 »  Tributação para área da Saúde
17.10.19 08h32 »  VLT X ônibus poluentes
16.10.19 07h55 »  Carne Carbono Neutro
16.10.19 07h55 »  A voz delas tem som?
16.10.19 07h55 »  Diversão ou desrespeito?
16.10.19 07h55 »  O futuro da Amazônia
15.10.19 07h55 »  O papel do TCE

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER