09.01.2013 | 07h28


OPINIÃO / LICIO ANTONIO MALHEIROS

Presente de grego



A população cuiabana foi contemplada literalmente com duplo “presente de grego”. O primeiro foi o aumento na alíquota do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU), variando entre 20% a 25% e, o segundo, foi o aumento na tarifa do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, chegando a mais de 9%. Pode até parecer inexpressivo, porém, no bolso do assalariado tem um impacto fortíssimo.

Como sempre venho falando e, às vezes sou incompreendido, em função da minha exacerbação acerca de temas polêmicos, que envolvem alíquotas, taxas e impostos, sabemos da importância da cobrança dos mesmos; agora, o aumento abusivo e a forma sorrateira como estes aumentos foram concedidos são que me deixam revoltado e perplexo, principalmente com o desrespeito para com os munícipes, que pagam rigorosamente seus impostos e necessitam do transporte coletivo como forma de sobrevivência.

O que é mais revoltante e incompreensivo é a forma como algumas ações do Executivo Municipal são engendradas no apagar das luzes de um governo e início de outro.

Faltando alguns dias para terminar o mandato de Chico Galindo (PTB) e dar início ao mandato de Mauro Mendes (PSB).

Eis que, de forma súbita, o desgastado prefeito Chico Galindo (PTB) resolve em duas tacadas majorar o valor da alíquota do IPTU em até 25%, causando uma insatisfação tão grande aos munícipes.

E a segunda, o aumento na tarifa do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, com aumento da ordem de mais de 9%. As tarifas anteriores eram, respectivamente, R$ 2,70, na capital, e R$ 2,60, em Várzea Grande, passando o novo valor para R$ 2,95.

Por certo nossos gestores, no caso das tarifas do transporte coletivo, usaram como base de cálculo o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 622 para R$ 678 desde o dia 1°. Agora, usando para efeito de cálculo o mesmo salário mínimo, o usuário do transporte coletivo, irá gastar mais de 17% do mesmo somente com transporte, e o resto dos gastos como serão pagos?

Como eu disse acima, tenho certeza que estes aumentos tiveram a anuência do prefeito eleito Mauro Mendes (PSB).

Se fosse diferente, no momento em que assumiu a prefeitura, em seu primeiro ato, teria revogado estes aumentos abusivos e imorais e teria criado uma alíquota e uma tarifa realmente sociais.

Como existe aquela velha máxima “a população tem memória curta”, tudo acabará caindo no esquecimento e a população por certo acabará arcando com mais este presente de grego.

Pare o mundo, quero descer.

LICIO ANTONIO MALHEIROS é professor e geógrafo pós-graduado em Didática do Ensino Superior. E-mail: liciomalheiros@yahoo.com.br

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