03.12.2019 | 08h34


EDUARDO PÓVOAS

O rei, o plebeu e o futebol

Vi o governador do RJ se ajoelhar aos pés do Gabigol e ser esnobado

Claro, nenhuma dúvida, o Flamengo é o melhor time do Brasil, e o atleta Bruno Henrique junto com Rodrigo Caio, são indiscutivelmente os melhores jogadores do Brasil, na minha ótica.

Bruno Henrique atravessa uma fase que há muito não vejo no nosso futebol, muito distante vem à lembrança do Edmundo animal no Vasco de 1997.

Agora vamos falar um pouquinho sobre técnicos de futebol.

Não aguento ver aqueles que pedem para cobrir o estádio com lona preta por ocasião de seu último treino, como se naquele último treino ele apresentará aos seus jogadores. Uma tática que em cinco minutos colocará seu adversário na “lona”.

Idiotice pura. Só uma obra do sobrenatural de almeida (figura criada por Nelson Rodrigues) colocaria isto em prática.

Deixe a imprensa e os torcedores presenciarem o treino, esporadicamente, uma ou outra tática ou jogada deverão ser de privacidade total.

Técnico ganha jogo? Quero ver o Jesus (técnico do Flamengo) ser Campeão da Libertadores com o elenco do Vasco, ou o Mourinho ser Campeão com o do Cruzeiro.

Sabe quem ganha título? GRANA, muita grana.

O Flamengo chegou onde chegou através de dólares, milhares de dólares.

Justa a conquista do Flamengo. Lembrei-me do Santos de Pelé que tomava um gol, ia pra frente e fazia quatro.

Nesta Copa Libertadores, não foram os gols o ápice dela, e sim uma cena patética provocada por um rei e um plebeu.

Vi o Governador do Rio de Janeiro ajoelhar aos pés do Gabigol após o jogo e ser esnobado pelo atleta.

Ridículo Governador.

Tinha o Senhor diversas maneiras de expressar sua felicidade pelo título já que és flamenguista.

Há milhares de cidadãos no seu estado à espera de uma genuflexão, não só sua, como dos outros infames que destroçaram essa maravilha chamada Rio de Janeiro, orgulho de todos os brasileiros.

Deixe essa referência para ser feita à beira do túmulo de um policial morto quando estava em defesa da sociedade, de um médico que trabalha sem as mínimas condições em pronto-socorros e hospitais sucateados, de uma professora ou professor que sobe a favela para ensinar boas maneiras à nossa juventude, etc.

Faça Governador essa referência na calçada de um Hospital Estadual quando o Sr. ver uma parturiente dar à luz na calçada dele por falta de atendimento.

Enfim, Governador, faça essa referência aos pés do Cristo Redentor pedindo-lhe proteção e perdão por ingratidões à companheiros políticos que contribuíram decisivamente para sua eleição, quando fora do Fórum o senhor era um ilustre desconhecido.

Feio Governador, muito feio. Escolha outras oportunidades para fazer seu “beija mão”, já que na sua cidade em cada esquina tem um motivo.

A um jogador de futebol Governador? Ah, dá licença!

EDUARDO PÓVOAS é odontólogo.

 

 

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