30.03.2020 | 08h01


OPINIÃO / LICIO MALHEIROS

O pulso ainda pulsa

A chamada em questão refere-se à canção “O pulso” da banda de rock Titãs, que lançou em 1989 a mesma; seus versos recorrem à enumeração exaustiva, percorrendo uma sequência de doenças, que ao mesmo tempo reafirma a força da vida.

“O pulso ainda pulsa”. “Peste bubônica, câncer, pneumonia Raiva, rubéola, tuberculose e anemia Rancor, cisticercose, caxumba, difteria Encefalite, faringite, gripe e leucemia E o pulso ainda pulsa”.

Essa canção, quando o grupo Titãs a lançou no Brasil, foi o maior frisson principalmente pela letra da mesma falar de doenças, e muitos, entenderam tratar-se de apologia às doenças infecto contagiosas, e por não acreditarem que surgiram doenças iguais ou piores.

Ledo engano, eis que surge um vírus mais letal, e de propagação assustadora, chamado num primeiro momento em 1960, com a nomenclatura de 2019-nCoV, na China)

A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Covid-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu à mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.

Obviamente era uma questão de tempo para que essa doença chegasse ao Brasil, pelo fato da mesma, ter se transformado em uma pandemia mundial, e por certo, pessoas que viajaram para o exterior, principalmente Ásia e Europa, os viajantes, seriam os hospedeiros ideais para trazer o vírus para o Brasil.

Com a chegada do coronavírus,  a equipe do Governo Federal entrou em campo e não em pânico, dando ênfase a nossa vigilância em saúde, que é reconhecida,  principalmente  pela  capacidade do SUS, que possui uma equipe de profissionais capacitados e que já passaram  por outras epidemias de vírus; tendo como Ministro da Saúde Mandetta, profissional competentíssimo.

Com agravamento da crise, principalmente pelo número de casos de infestação  pelo coronavírus em nosso país,  necessário se fez ação conjunta entre: Governo Federal, Estadual e Municipal, além de envidar ação e participação da população no sentido de minimizar esta pandemia; num primeiro momento, ficando em suas casas em quarentena.

As coisas, ainda estavam amenas, até que aconteceu o pronunciamento do excelentíssimo presidente da República Jair Messias Bolsonaro em rede nacional, na noite da última terça-feira (24), o presidente pediu a "volta à normalidade", o fim do "confinamento em massa" e disse que os meios de comunicação espalharam "pavor".

O seu pronunciamento provavelmente aconteceu antes da exibição de um poderosíssimo Jornal televisivo do país, em que o seu apresentador, consegue em sua chamada, antes dá  veiculação  da matéria,  do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, induzir e levar os telespectadores, aos pontos negativos do pronunciamento.

Em sua fala, no início ele ainda consegue manter a calma, pautando nos pontos pertinentes à pandemia, porém em um dado momento, acredito, que de saco cheio de tantos ataques da toda poderosa; ele deva ter se lembrado de que em janeiro, um conhecido emissário da toda poderosa, Dráuzio Varella, disse  em rede nacional, que o coronavírus, era apenas uma gripezinha. 

Sou divergente do pronunciamento do nosso grande presidente da República, apenas na questão da vota às aulas, na condição de professor e educador, entendo, que a proliferação e propagação do coronavírus com a volta às aulas seria problemático, pois nas salas de aula a propagação do vírus seria bem maior.  

É por isso que digo a indução e direcionamento, de alguns meios de comunicação de massa, a que ele se referiu, não generalizando, pois sabemos a quem ele dirigiu esses “elogios”, pois essa emissora televisiva vem sistematicamente atacando-o de forma direta e indireta. 

Em sua fala ele diz o fim do "confinamento em massa", todos  saíram dizendo ele vai liberar tudo, ele está  louco, tudo isso insuflado pela toda poderosa e alguns seguimentos afins, de forma a desestabilizar o presidente, fazendo com que ele ficasse   chateado e magoado com razão. A perseguição que ele vem sofrendo não é fácil, acho até que ele é bem paciente.  

Quando ele diz “fim do confinamento em massa”, não significa dizer que irá liberar de forma aleatória liberar todos, apenas alguns sairiam do isolamento horizontal e passariam para o vertical. 

O isolamento horizontal causa sérios transtornos, agora, o vertical corrigiria as distorções; claro que este isolamento obedeceria também alguns critérios básicos, como doenças preexistentes, idosos e por ai vai.

Vou tentar explicar porque se faz necessário o isolamento vertical, até para dizer que o mesmo não é linear, tomando como base dois exemplos contundentes vistos por mim.

Irei cortar na própria carne, meu  filho de 32 anos, tem doenças preexistentes; desde o inicio dessa pandemia, ele não parou de trabalhar um só dia, ele não é dá área de saúde, ele é da área de sobrevivência.   

Em função do confinamento, recebemos vídeos, áudios via Whatsapp, um deles marcou muito. Ligado ainda á esses vídeos, vamos tentar mostrar a importância do confinamento vertical. Um desses vídeos me tocou profundamente, confesso fui às lágrimas, uma senhora, mulher de um caminhoneiro faz um triste desabafo.

Ela diz não aguentar mais a dor e sofrimento do marido que é caminhoneiro, e em suas viagens, não tem encontrado comida, pois os restaurantes estão fechados, o caminhão dele, na última viagem transportando mercadoria quebrou, não tinha mecânico, nem  tão pouco borracheiro, só conseguiu chegar depois de muito sofrimento à sua casa, usando gambiarras em seu caminhão  é muito triste.

Agora, imaginem vocês se esses caminhoneiros resolvessem parar, ai sim seria o caos, muita gente iria mudar de ideia e discurso, com relação a uma série de situações.

Bolsonaro, o pulso ainda pulsa, e que Deus mantenha o seu, pulsando por muitos e muitos anos, em prol do sofrido povo brasileiro.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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