18.03.2020 | 07h51


OPINIÃO / ONOFRE RIBEIRO

O mundo mudando

O que sairá da crise do vírus? Um mundo completamente diferente do mundo que entrou

Ao longo da História a garantia sempre foi a de que a humanidade evolui por ciclos. Um tempo de ordem, outro de desordem. Um de prosperidade. Outro de miséria. Um de desenvolvimento econômico e tecnológico. Outro de reconstrução. E cada ciclo engata no anterior. Ao conjunto se chama evolução!

Vamos ao agora. O século 20 foi marcado por fatos graves. A primeira guerra entre 1914 e 1918. A segunda, de 1939 até 1945 foi um desdobramento mais duro e mais agressivo. O mundo se dividiu em duas fatias: uma liberal, outra socialista. Isso acabou em 1990. Nasceu outro mundo. Todo o imenso e caríssimo aparato tecnológico criado pra uma possível terceira guerra mundial consequente da Guerra Fria, foi transformado em produtos de uso civil.

Aqui surgem na década de 1990 o telefone celular, a internet, o crescente uso das tecnologias pra ocupar espaços de atividades até então humanas ou das máquinas. O mundo a partir de 1990 mudou completamente e deu arrancada a uma série de mudanças que nos traz aos dias de hoje

O que temos? Um mundo altamente conectado pelas comunicações e pelas tecnologias. Os mercados dependentes de fatores altamente subjetivos que podem acontecer aqui, ali ou lá distante. Na China, por exemplo.

De repente, surge um vírus nascido sob as mais duras suspeitas de honestidade, e invade o mundo econômico, comercial, negocial, financeiro, político e humano. Pessoas urbanas, despreparada pra lidar com sustos, habituadas às facilidades da modernidade tecnológica, se assustam e entram em pânico. O pânico é natural.

O que sairá da crise do vírus? Um mundo completamente diferente do mundo que entrou. Novos padrões financeiro, comercial, políticos e mercados com novas caras. E mais: as pessoas com novos comportamentos. O vírus terá sido mero provocador de uma das mais extraordinárias mudanças jamais havidas no planeta.

Especialmente os novos comportamentos coletivos. O mundo que fecha as fronteiras ao movimento das pessoas e ordena-lhes cortarem as relações sociais por risco do vírus, não sairá da paranoia igual entrou.

Não vou prosseguir com o tema, mas escrevo completamente tomado pela sensação de que nos próximos meses e anos nos sentiremos séculos à frente do nosso tempo atual que hoje julgamento moderno.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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