09.01.2013 | 07h48


OPINIÃO / JÚLIO CAMPOS NETO

O grande erro



Já dizia meu avô Fiote, Julio Domingos de Campos, que política é uma arte dos grandes mestres. E com o passar dos anos o que pode ser observado que a política mais do que arte virou arte de profissionais. Hoje, a política é cara tanto financeiramente como em relação ao desgaste de imagem. O ser político é visto com maus olhos pela sociedade devido a alguns seres de caráter duvidosos que se utilizam da sua esperteza para enganar pessoas humildes em época de eleição e usufruir dos benefícios do poder para beneficiar a si e seus próximos.

A eleição na cidade de Cuiabá foi um divisor de águas, tanto para o pelotão da frente que são aqueles que disputam cargos majoritários quanto para aqueles que disputam o baixo clero político. Houve mudanças claras nas figuras que hoje estão detendo o poder público no município. Mauro Mendes e seu grupo Muito Mais Mato-Grosso, conquistaram dois grandes municípios do Estado. Cuiabá e Rondonópolis estão sobre administração de aliados e possuem duas grandes lideranças vitoriosas em 2010 cacifados para o cargo de 001 do Estado de Mato-Grosso em 2014. Mas ao mesmo tempo, o atual governo demonstrou que sabe fazer política e possui força para alavancar candidaturas que poucos visualizam potencial antes do jogo começar. E Cuiabá foi um exemplo claro, que até um vereador apoiado pelo governo possuem chances reais de vitória. E neste grupo, o presidente e o vice do Estado podem se tornar grandes nomes para disputar o cargo máximo.

Ambos os grupos se movimentaram nas ante-salas do poder e o presidente mostrou que está com seriedade e vontade da vitória. Colocar o genro como presidente da Câmara do município foi uma jogada de grande mestre. Criou em Cuiabá a oportunidade de inviabilizar o pensamento administrativo que o Alcaide tem sobre gestão pública. A sala de aula é bem diferente do mundo no lado de fora, a administração pública envolve mais do que apenas gestão, envolve acordos que devem ser realizados para haver gestão.

Era só ter observado a cidade vizinha e comprovar que boa vontade e capacidade administrativa não funcionam sem capacidade política. E inviabilizar a gestão de Cuiabá é demonstrar um discurso iniciado lá atrás pelo Rei da Soja era apenas discurso e sim os fatos mostram que é possível. Agora, é mais do que necessário se preparar para o pior. O alcaide deve enxergar que na política todos querem o trono e evitar que adversários cresçam é fundamental para sobreviver no meio. Perder a presidência para a presidência pode e deve custar caro e mais rápido do que imagina o jogo endurecerá para ambos os lados.

JÚLIO CAMPOS NETO é administrador de empresas e pós-Graduado em Gestão de Negócios.

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