02.04.2012 | 08h18


GABRIEL NOVIS NEVES

Nova privatização



Com o apoio do PT, PMDB e, claro, do PSDB - onde tudo começou - a Câmara dos Deputados conseguiu impor, por ampla maioria de votos, aquilo que parecia impossível acontecer há nove anos.

FHC privatizou as grandes empresas brasileiras deficitárias, com desaprovação ferrenha dos atuais ocupantes do poder.

Essa posição política, bem trabalhada pelo marqueteiro criador de galo de rinha, rendeu aos defensores do patrimônio público nada menos que doze anos de poder.

O Sapo Barbudo do Brizola não moveu uma palha para anular as privatizações barrigas de votos. Aprovou, inclusive, a “privatização” que o Cocalero realizou na Bolívia tomando parte da nossa Petrobrás.

A sua substituta no trono, além de ser de inteira confiança do “Cara” do Obama, dizem por aí que só está esquentando o lugar para a volta Dele. Só faz o que o futuro presidente manda, exemplo: foi autorizada por Ele a privatizar os aeroportos brasileiros. E agora, a Previdência Social.

Mini privatizações existem na saúde pública (OSS), na educação, nas estradas e nos serviços especiais.

Nunca, jamais, na história deste país, os funcionários públicos sofreram tamanha derrota. Mesmo sendo a sua maioria simpática ao governo atual. 

Os soldados da tropa de choque do Palácio Alvorada, quase todos pertencentes ao baixo clero e à congregação de São Francisco de Assis, onde é dando que se recebe, votaram contra os pequenos funcionários públicos - como o governo pediu.

Cada dia que passa torna-se mais difícil convencer uma criança a estudar e levar uma vida correta. Elas observam em casa a luta dos seus pais que estudaram, fizeram concurso público e, ao se aposentarem, passarem por necessidades tão básicas como a compra de um kit de medicamento.

Saberão que tem brasileiros que se aposentam com polpudos reais, com dias, meses ou quatro anos de mandato, como é o caso do presidente da República.

Só sei que o assunto privatização da Previdência fez um estrago político forte. E repercutiu como uma bomba na sociedade.

Imediatamente os marqueteiros, que estão fora do salário dos aposentados, jogaram no ar - daquela TV - uma matéria em que mostram que países do chamado primeiro mundo pagam pouco aos seus aposentados.

Esqueceram-se apenas de mencionar que nessas nações a contrapartida do governo é imensa: atendimento médico de qualidade e com medicamentos, bons meios de transporte, habitação digna, lazer, assistência social domiciliar e contínua e, principalmente, respeito aos idosos.

Corrigir a farra irresponsável com dinheiro público - obras super faturadas e abandonadas, gente desqualificada ocupando cargos de chefia em ministérios técnicos etc. – punindo os pequenos funcionários públicos, é mais um ato covarde de irresponsabilidade.

Mas, esperar o quê?  - se até a pesquisa, exploração e comercialização do petróleo da camada do pré sal foi privatizada.

Privatizar legalmente o comando político deste país.

*Gabriel Novis Neves é médico em Cuiabá.

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