06.12.2012 | 07h58


OPINIÃO / JOSÉ DE PAIVA NETTO

Natal de Jesus e Direitos Humanos

Na contramão da insensatez humana, vislumbramos na vivência do Mandamento Novo de Jesus o denominador comum capaz de, fraternalmente unindo, iluminar os corações.



O Natal não é época de esquecer os problemas, mas, sim, pedir inspiração divina para resolvê-los. A sua ambiência deve ser a da fraternidade, agora mais do que nunca, imprescindível para que de fato surja a cidadania planetária, que positivamente saiba defender-se da exploração mundial endêmica. Não apenas o corpo adoece, a sociedade também.


A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa no dia 10 o seu 64° aniversário. Em apoio a tão significativo marco, apresento trechos de palestras que proferi, alguns deles reunidos em “Dialética da Boa Vontade” (1987) e “Manifesto da Boa Vontade”, de 21 de outubro de 1991, quando lancei a pedra fundamental do ParlaMundi da Legião da Boa Vontade, em Brasília, na presença de cerca de 100 mil pessoas.


Bastante se avançou desde a promulgação da Magna Carta. Todavia, há muito a ser feito para impedir que, em pleno século 21, mulheres, meninas e meninos continuem sendo vendidos como mercadoria; crianças prossigam trabalhando em fornos de carvão ou em outras atividades cujas condições são subumanas; ou que se tornem cegas por carência de vitamina A. Sem contar a tortura institucionalizada que se dissemina pelo planeta. Contudo, que tormento maior que a fome, além das multidões de analfabetos ou semialfabetizados, dos quais a perspectiva de uma existência decente é mantida distante?


Lei da solidariedade universal


Na contramão da insensatez humana, vislumbramos na vivência do Mandamento Novo de Jesus o denominador comum capaz de, fraternalmente unindo, iluminar os corações. É a religião da amizade, do bom companheirismo, destacado por João Evangelista, no Apocalipse (1:9). É a lei da solidariedade universal, portanto espiritual, moral e social. Asseverou Giuseppe Mazzini (1805-1872), patriota e revolucionário italiano: “A vida nos foi dada por Deus para que a empreguemos em benefício da humanidade”. E Augusto Comte (1798-1857), o filósofo do Positivismo, concluía: “Viver para os outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”.


O amor é essencial, a começar dos governantes. Os que sofrem violência o digam.


Deveres de ser humano e de cidadão


No Sermão da Montanha de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, (Evangelho segundo Mateus, 5:1 a 12), vemos a exaltação aos bem-aventurados. Aqueles que compreenderam ao longo das eras que, cumprindo com seus deveres de ser humano e de cidadão, têm plenamente garantidos os seus direitos, numa esfera que nem todos ainda podem conceber.
Direitos Humanos no ParlaMundi.


Em 24 de outubro de 2008, por ocasião das comemorações do 19º aniversário do Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília/DF, a dra. Monica Sharma, diretora de Formação de Capacidades e Lideranças da Sede das Nações Unidas (ONU), participou da solenidade em homenagem aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que fez parte da Semana de Espiritualidade, Valores e Interesses Globais promovida na sede da ONU — instituição onde a LBV tem status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc). Na oportunidade, foi recepcionada pelo Coral Ecumênico Infantil e, em seguida, visitou os ambientes do Templo da Paz e do ParlaMundi, o qual considerou “um espaço de coragem e compaixão, que todos precisamos manifestar”.


No local, conectando-se por videoconferência a integrantes da comunidade internacional no auditório Labouisse Hall, no prédio do Unicef, na sede da ONU em Nova York/EUA, a dra. Monica palestrou sobre o tema “Como a Espiritualidade e a Consciência podem ajudar a concretizar os Direitos Humanos”.


Ao conhecer o Instituto de Educação da LBV, em São Paulo, a dra. Monica, com quem tive o prazer de falar ao telefone, escreveu no livro de visitas:
“Esta educação é tão completa – uma aproximação holística:
“– Dos jovens membros da nossa família global para a juventude;
“– Da escola para o lar e a família;
“– Do aprender de matemática e ciências;
“– Da criatividade na música e balanço pelo caratê!
“Como podemos fazer disso um movimento mundial? Respeitando os valores profundos de cada religião e aprendendo a ‘amar em ação’”.


Eis por que pugnamos por Educação e Cultura aliadas à ação iluminante da Espiritualidade Ecumênica, para que se faça a síntese sublime entre as luzes do intelecto e o Sol do Saber Espiritual.

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