19.09.2019 | 08h28


OPINIÃO / VICENTE VUOLO

Mobilidade

A Mobilidade Urbana é essencial para amenizar o calor e o efeito estufa

Cuiabá está numa das regiões mais quentes do Brasil. A temperatura média mensal é de aproximadamente 30 graus. Em alguns meses pode chegar a 40°.

No último dia 16 de setembro, a temperatura máxima foi a mais alta já observada em Cuiabá em 108 anos de medições. A estação meteorológica operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou acima de 42 graus, um novo recorde histórico de calor.

A nossa capital está perto das montanhas da Chapada dos Guimarães, o que influencia o clima em Cuiabá bloqueando as massas de ar que veem do Polo Sul e tornando o clima da cidade extremamente quente. Mas, não é só isso. A ação desenfreada do homem tem causado aumento do efeito estufa artificial pela queima de combustíveis fósseis.

O lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente, os que resultam da queima de combustíveis fósseis, como óleo diesel e a gasolina nos grandes centros urbanos (como Cuiabá e Várzea Grande) contribuem de forma significativa para o aumento do calor e do efeito estufa. E por que isso acontece? O dióxido de carbono emitido pelos ônibus a diesel e veículos a gasolina e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas regiões da atmosfera formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor.

Se o mundo parasse de desmatar as florestas em 100%, ainda não seria suficiente para frear a ritmo do aquecimento global. Os combustíveis fósseis (80%) são os maiores responsáveis pelo efeito estufa.

Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos. Num futuro próximo, o aumento da temperatura provocado pelo efeito estufa poderá levar ao derretimento das calotas polares e ao consequente aumento do nível dos mares, fazendo com que muitas cidades litorâneas desapareçam

Por todas essas razões, a Mobilidade Urbana é essencial para amenizar o calor e o efeito estufa. Ao invés de ônibus poluentes (BRTs) a prioridade passa a ser o transporte sobre trilhos ecologicamente correto. No caso de Várzea Grande e Cuiabá, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Não há como fugir disso. O governador não pode dar uma de menino teimoso e empurrar o problema para frente. 

O VLT é um imperativo. A nossa população merece um transporte totalmente limpo, 100% com ar condicionado (inclusive suas estações e paradas), mais rápido, econômico e seguro.

O mundo está se transformando pela tecnologia e inventividade humana, em parte isso é muito bom, porque agora temos trens leves e modernos, mas em parte é ruim, por causa dos danos que temos provocado ao meio ambiente, principalmente pela teimosia de alguns em querer continuar a usar métodos ultrapassados (ônibus poluentes) e pela ganância de outros (que só pensam no lucro).

Nós precisamos mudar radicalmente para a era da sustentabilidade, para evitar que o planeta venha a querer nossa extinção.

VICENTE VUOLO é economista, cientista político e coordenador do movimento pró-VLT.

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