04.07.2020 | 07h55


OPINIÃO / EDUARDO PÓVOAS

Meu pai Lenine

4 de julho de 2020 faria você se junto conosco estivesse 99 anos.

4 de julho de 2020 faria você se junto conosco estivesse 99 anos.

 

Noventa e nove anos de experiência, de uma capacidade enorme de mediar conflitos e de uma humildade incomum.

 

A cada dia que passa, sinto cada vez mais sua falta. Em todos os sentidos, como sempre foi na minha vida, sua ausência me deixa, nas minhas solitárias reflexões, desorientado e a imaginar até hoje, como foi dolorida sua partida.

Quando ouço algum amigo pronunciar a palavra “pai”, é um pretexto para me deixar invejoso ao pensar que por muito tempo enchia meu peito para pronuncia-la.

 

Não sei medir a “distancia” que nos separa. Parece que as vezes estamos tão perto que sinto a fragrância de seu Gumex que passava no cabelo e de sua água Velva na barba.

Aí, com uma vontade desenfreada de te ouvir ou te ver, fecho meus olhos como que impedindo que esse momento se acabe, talvez querendo transforma-lo numa eternidade.

Relacionar você a todos meus momentos, é fácil, pois parece que siameses fomos em outra vida. Tudo que procuro, tenho ou consigo, vejo ao meu lado cumprimentando-me pela façanha, Jesus e você.

Vejo como vivem os jovens de hoje e como tratam seus pais, com raríssimas exceções, dobro sem pestanejar, meus joelhos para agradecer a Deus por ter recebido de você a criação que me deu, mesmo com revoltas em determinadas circunstâncias, como não me dar um Fusca no meu tempo de universitário, o que você poderia fazer, e sempre me dizia que não daria. 

Hoje entendo a sua preocupação. Com filhos e netos sei perfeitamente avaliar sua atitude em não me dar o Fusca. Talvez se me desse eu hoje não estaria sentado à frente deste computados a te venerar.

Foste meu querido pai para mim, tudo que um jovem poderia pedir a Deus, que seu pai assim fosse.

Tive momentos impares de felicidades ao lado de você e da mamãe, não significando que esses momentos não me façam chorar de tristeza ao relembra-los hoje.

Professor era como você gostava de ser reconhecido. Eu sinto um orgulho enorme quando me chamam de filho do Prof. Lenine Póvoas.

Dia 4 de julho se aqui estivesse eu estaria comprando as empadas e os pasteizinhos da D. Maria para você tomar com seu guaraná Gut Gut. Enfim.....

Te amo pai.

EDUARDO PÓVOAS- FILHO DE LENINE PÓVOAS

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