08.06.2019 | 07h55


EUSTÁQUIO RODRIGUES

Jesus

Mito, figura histórica ou Deus?

Pessoas com uma escolaridade mínima sabem quem foi Napoleão Bonaparte. Conhecendo-o por meio de livros, filmes, documentários ou aulas de história, sabem que ele foi um grande conquistador em seu tempo, dominando quase toda a Europa ocidental.

Pessoas com alguma informação também sabem quem foi Thor, o deus do trovão da mitologia nórdica. Conhecem-no por meio de livros, aulas de mitologia, desenhos animados ou mais recentemente pelos filmes de super-heróis.

Todos acreditam que Napoleão de fato existiu. Essa crença é baseada em estudos históricos, em testemunhos, em manuscritos que relatam sua vida e suas conquistas. Embora, atualmente, ninguém que esteja vivo possa dizer que conheceu Napoleão pessoalmente, afirma-se com toda certeza que existiu um baixinho, general do exército da França, que conquistou quase todos os territórios europeus, forçando, inclusive, a família real portuguesa a fugir para o Brasil. Baseado em evidências históricas, ninguém duvida dessas afirmações.

Já em Thor, quase ninguém (com sua sanidade mental em dia) acredita que ele tenha existido realmente. Isso porquê, apesar de ter sua história muito conhecida e divulgada, ele nunca passou de uma fantasia por alguns singelos motivos. E nem é porque suas histórias contêm relatos fantásticos de um martelo que destruía gigantes de gelo ou de sua luta com a serpente gigante que circunda a Terra. Não. É por um motivo muito mais simples: é porque não existem relatos ou registros históricos confiáveis, ou testemunhas, ou manuscritos, que atestam sua existência em algum lugar em algum período de tempo.

Dessa forma, apesar de ambos, Napoleão e Thor, serem figuras bastante conhecidas, com muitos livros, filmes e histórias sobre eles, tem-se que o primeiro foi realmente uma pessoa que existiu em carne e osso e o segundo é apenas fruto da imaginação e criatividade do ser humano.

E quanto a Jesus Cristo? Mito como Thor? Figura histórica como Napoleão? Ou Deus como Ele mesmo?

Também é praticamente incontroverso que existiu uma figura histórica de nome Jesus de Nazaré há pouco mais de dois mil anos. A quantidade de relatos, manuscritos e testemunhos acerca sobre Ele são inúmeros, além de serem bastante conhecidos (e visitados) os lugares onde nasceu, cresceu, morou, viveu, morreu e ressuscitou. Alguns desses relatos são de até mesmo antes de Ele ter nascido.

As evidências históricas apontam para um homem com as características, atividades, práticas e discurso semelhantes aos que encontramos na Bíblia Sagrada, o livro mais lido e publicado de todos os tempos e a principal fonte de informações acerca desse Jesus de Nazaré. Mas se Ele é uma figura histórica o que o diferencia de outros nomes históricos como Napoleão, Júlio César, Gandhi, Alexandre o Grande? As diferenças são muitas, mas uma das principais, é que Jesus realizou feitos tão incríveis quanto incompreensíveis até hoje para a mente humana: curou doenças, curou deformidades aparentes, andou sobre as águas, multiplicou comida, transformou água em vinho e, o maior feito de todos, ressuscitou.

Oras, mas esses feitos não seriam mitos? Fantasias criadas pela mente humana? Seriam mitos se tais feitos fossem para benefício próprio, para uma autopromoção e um anto-engrandecimento que não foram as características e nem objetivos de tais realizações. Além disso, os mitos, atuais e passados, não geram seguidores, não penetram corações e mentes, não revolucionam o mundo e tampouco resistem a uma pesquisa simples. E, principalmente, mitos não possuem registros históricos confiáveis, nem testemunhas e não subsistem em si mesmos.

Outra diferença gritante é que mitos possuem uma “vida” fantasiosa e distante do cotidiano, “vivem” longe do povo e do homem comum, possuindo quase sempre motivações egoístas. Jesus viveu em meio ao povo, seu cotidiano era o de um homem simples, estando em contato direto como todo tipo de gente e suas motivações eram altruístas.

Mas independentemente de ser uma figura histórica, ou resvalar na condição de mito (o que seria um equívoco) Jesus ultrapassa essas duas ideias para ser realmente o que Ele é: Deus. E o que prova que Ele é Deus?

É o seu poder transformador. Somente Deus tem o poder de penetrar e transformar o coração do homem, de impingir no ser humano uma consciência de culpa, arrependimento, perdão e salvação. Corações quebrantados e vidas transformadas era o que de fato Jesus conseguia e o que o tornava Deus, levando-o a um patamar muito acima de mero personagem histórico ou figura mítica. E, pelo fato de ter ressuscitado e estar vivo até hoje (e para todo o sempre), é que Ele ainda é capaz de ser a força motriz dessa transformação. E tal transformação de vida é testemunhada ainda hoje por milhões de pessoas, contada em milhares de filmes e livros, atestando quão verdadeira ela é.

Nenhum ser humano que já tenha existido ou vá existir detém o poder de mudar o coração humano de algo ruim para algo em estado de purificação, de um estado de morte para um estado de vida apenas pelo poder do amor. Essa é a prova definitiva que Jesus é Deus.

Eustáquio Rodrigues Filho é cristão, servidor público e escritor. Autor do livro “Um instante para sempre”.

Os artigos assinados são de responsabilidade do autor, não apresentando, portanto, a opinião do site ReporterMT.











(1) COMENTÁRIOS

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O Vigilante   08.06.19 23h11
Maomé teria conversado com o Arcanjo Gabriel, viajado num "corcel" voador, e sua história registrada num livro "sagrado", seguido por mais de 1 bilhão de pessoas, que tiveram suas vidas "transformadas" pelo Islâmico... Qual "história" é mais verdadeira?

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