08.06.2012 | 14h42


WILSON FUÁ

Geração perdida



Vivemos hoje observando os aspectos críticos da crise de esperança, que somada ao consumo de drogas são o combustível para a violência. O que se vê são jovens que depois de algumas tentativas são dominados por esperanças frustradas, e vivem no círculo vicioso de ter medo de nutrir novas esperanças, até chegar a ter medo do futuro, vivem mascarados pelo efeito dos entusiasmos artificiais das drogas.


Quantos caminhos errados terão que seguir?


Caminhos que às vezes são tranquilos e às vezes se transforma em árduos continuar, pois os resultados são bastante lentos e os jovens muito apressados, esquecem que tudo é possível. Hoje a descrença impera como uma mistura geral na formação de jovens que tem medo do futuro, só porque o futuro é constituído de forma desconhecida; muitos interrompem o caminhar e se agarram no presente.


Talvez este seja o momento, de se pensar em uma saída para as crianças, tirando-as do comprometimento do imobilismo para dotá-las de atividades criativas, tirando-as da frente da televisão que as deseduca com cenas de falso amor e de sexo pelo sexo; de cena em cena eles aprendem sobre vidas erradas e procedimentos incorretos em relação a questão da ética e da moral, e o que falar sobre os efeitos dos videogames que impõe a filosofia da violência, causando influência sobre as crianças e comprometendo as gerações futuras.


O poder público está preocupado apenas com novas eleições e com inaugurações de prédios. As nossas crianças estão sendo levadas para as ações violentas do mundo que os dirigentes irresponsáveis lhe oferecem e que a sociedade recebe como subprodutos da deseducação: os assaltos, os estupros, um tiro que tira a vida de alguém próximo, tudo faz parte do show da vida.
Chegou o momento de se discutir, com profundidade a formação dos jovens, a educação integrada e mudar a grade escolar, saindo do sistema de “decoreba” para o sistema reflexivo. Não adianta diminuir a idade penal, porque do jeito que o nosso presente vai, daqui a pouco, aparecerão políticos irresponsáveis pregando penas regressivas para serem implantadas nos berçários dos filhos dos outros. O Governo Federal deveria assumir a educação da creche até a faculdade, tirando fora da direção do sistema educacional os aproveitadores da educação, implantar o tempo integral em todos os níveis do sistema educacional. Quem disse que um político, por ser político, já basta para tem o Notável Saber, será? A direção da educação está nas mãos de políticos, tanto na administração federal, estadual e municipal, será que o sistema educacional está evoluindo com eles?


É preciso propor a discussão do tamanho dos espaços públicos estruturados, em relação aos interesses privados: queremos jovens preparados para andar com as suas próprias pernas, competentes e responsáveis, ou queremos apenas privatizar as fábricas de diplomas? Dê uma olhadinha em sua volta e verá jovens diplomados que não sabem ao menos escrever e muito menos fazer as quatro operações mínimas e necessárias ao saber matemático.


Não adianta aumentar a capacidade de vagas nos presídios, diminuir ou aumentar as penas. A raiz da questão está na formação educacional. Os educadores independentes e voltados para uma reforma do sistema educacional, têm que assumir candidatura eletiva e formar lá no Congresso Nacional a bancada da educação. Porque hoje as crianças passam 04 horas em frente das telas das televisões que fatalmente levará os jovens para uma vida vazia e muitas vezes “vadia”. O que vemos na formação escolar são alunos ocupando a fileira do recebimento passivo dos conhecimentos que recebem repetitivas teorias, mas não há a incorporação do conhecimento, não há reflexão e com isso não existe a difusão da inteligência. São jovens recebendo formação engessada, que não oferece espaço para as contradições sobre a vida, são formações apenas voltadas para o lado de uma profissão que será abraçada no futuro. Os alunos não recebem conhecimento sobre ética, lógica e dialética, consciência crítica e formação de lideranças, que dê o poder de eloqüência para saber-se dialogar. Que essa reforma não demore e que venha de uma forma bem discutida e pensada, para transformar as outras gerações em seres defensores de si mesmo por toda a sua existência.


Estamos vivendo na velocidade da instantaneidade, despreocupados com resultados, que não nos levarão para o além do pensar; na verdade estamos vivendo a síndrome pensamento parado, completamente desativado, sem iniciativa e sem métodos de mudanças, aqueles que tomaram o poder adotaram a filosofia de esperteza acumulativa e individualista.


Como mudar?

Só através do seu voto. Votar em candidatos que tenham a responsabilidade com a formação das nossas crianças e que estejam comprometidos com a formação reflexivas dos nossos jovens, e acima de tudo, que estejam comprometidos com as propostas de emendas constitucionais que transformem em penas máximas (perpétua) para os segmentos maléficos, as crianças e aos jovens: 1 - Os doentes mentais Pedófilos (abusadores das crianças);


2- Os Traficantes (os abusadores dos jovens) e,


3 - Os Corruptos e os Corruptores (abusadores dos recursos públicos destinados a formação educacional).


Enquanto não se buscar o extraordinário para o momento atual, o futuro será mais violento e sem sentido.


*Wilson Carlos Fuá é economista e especialista em administração.


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