08.06.2012 | 09h25


ALFREDO DA MOTA MENEZES

Estudo sobre a Copa



Tive acesso a um enorme e bem-feito estudo, elaborado por professores da UFMT, por encomenda da Secopa, para a Copa em Cuiabá. Trabalho hoje somente com a presença de visitantes durante a Copa e se a região está preparada para recebê-los.


O estudo, com muitos gráficos e tabelas, trabalha com os dados das cinco Copas entre 1994 e 2010. Dados como quantidade de pessoas nos estádios e o desembarque de turistas nos países que sediavam a Copa.


Criaram três cenários com esses visitantes que foram às Copas: mínimo, médio e máximo. A participação de pessoas nas partidas varia de país para país. Alemanha, Inglaterra e Argentina levam mais gente nos jogos do que a Nigéria ou a Coreia do Sul.


O estudo analisa também a probabilidade dos jogos que viriam para Cuiabá. Só haverá um jogo de cada seleção. Devem vir para cá oito seleções diferentes nos quatro jogos que serão realizados.


Aqui, ou em outra sede da Copa, jogariam um cabeça-de-chave, um nome importante no futebol mundial e, para simplificar, uma seleção da África ou Ásia, América do Norte ou do Sul ou ainda de outros países da Europa que não estão como cabeça de chave.


Com isso se tem a fotografia de quais seleções poderiam vir para cá. Não é o nome dela, é o continente e o quanto, na proporção das Copas passadas, cada país mandou de turistas para a Copa.


O estudo chegou ao número de visitantes que Cuiabá poderá receber nos dias do evento, começando em 13 de junho. No cenário mínimo, arredondando, seriam 44 mil visitantes. No médio se teria 59 mil pessoas e no máximo 78 mil. A margem de erro seria de 5%.


Cada turista deve ficar quatro dias na cidade. No cenário mínimo se teria 11 mil turistas por cada quatro dias. No cenário médio 14.986 turistas. Para simplificar, elimino o cenário máximo. O ideal seria aceitar o cenário médio de visitantes.


Em 2014 se terá em V. Grande e Cuiabá 13 mil leitos em hotéis. Se todas as vagas forem para os turistas, no cenário mínimo sobrariam 2.188 leitos. No médio faltariam 1.700 leitos.


Mas, mostra o estudo, que há um preenchimento médio anual de 65% nos hotéis. Se isso permanecer na Copa, no cenário mínimo faltaria 6.600 leitos e no médio 10.300 leitos. Alguém está trabalhando para tentar sanar um fato concreto como esse? Onde hospedar essa gente?
 

Assentos em aeronaves não será problema, há uma ociosidade hoje de 35%. O estudo ainda analisa a quantidade verduras e frutas que se deve consumir naqueles dias. Também se os restaurantes estarão em condições de receber tanta gente. Se haverá taxis, policiais, corpo de bombeiros e médicos para o número de visitantes.


É tempo de se dá ênfase a outras ações que envolvem a Copa do Pantanal, além das obras de mobilidade urbana. Dados e números no próximo artigo confirmam ainda mais essa preocupação.

 

*Alfredo da Mota Menezes é professor e articulista político


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