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09.01.2012 | 07h38


OPINIÃO / GABRIEL NOVIS NEVES

Este é o Brasil



Com uma população de quase duzentos milhões de habitantes, 80% dependem do plano de saúde do governo – SUS – Sistema Único de Saúde.

O SUS possui 3.9% menos postos de trabalho médico do que a rede privada.

Assim sendo, é fácil compreender como funciona a rede pública no Brasil com o maior plano de saúde do mundo.

Certa ocasião, alguém que sempre quis manter distância dos serviços prestados pelo SUS, afirmou que o sistema público de saúde no Brasil estava próximo da perfeição.

A saúde pública está um caos, e o governo sabe muito bem o motivo dessa verdadeira tragédia: falta de financiamento público.

Estamos nos preparando para um evento internacional. Durante trinta dias alguns jogos serão realizados na nossa pátria.

O Tesouro Nacional, os bancos oficiais, e até leis foram alteradas para o sucesso da competição. Depois, grande parte desse investimento será transformada em sucata.

Dizem que alguns estádios de futebol construídos e reformados por exigência da FIFA terão o mesmo destino de alguns da África do Sul. O governo achou que ficaria mais em conta as suas implosões que a sua caríssima manutenção.

Voltando à falta de investimento na saúde pública. A cada dia a situação piora no nosso Estado por inadimplência do governo em honrar os seus compromissos.

A redução de número de leitos no interior é assustador, sem nenhuma providência do governo, que não tem dinheiro para a saúde.

Consta que o Estado campeão nacional em pedir dinheiro emprestado ao BNDES é o nosso. Coisa parecida a 12 bilhões de reais, segundo a revista Veja.

Com certeza, essa grana não será para a saúde, e sim, para estádio de futebol, rodovias, asfalto e, é bem possível, para as obras da Copa, que está pegando dinheiro do Fethab.

Sem o mínimo de estrutura física, o interior fica sem médicos e as capitais brasileiras acusam esse desnível no atendimento.

Cuiabá talvez seja a capital brasileira que mais se ressente desse desequilíbrio público-privado no atendimento médico. Isso é explicável pela presença frágil do Estado no interior.

Com este quadro, a população médica brasileira busca cada vez mais atuar no setor privado, ao invés do serviço público.

Cresce o número de médicos no Brasil e os serviços privados. A distribuição de médicos no Brasil é injusta, gerando mais dificuldades, e o governo não está nem aí.

O Brasil tentou universalizar o seu sistema de saúde (SUS), copiando modelos existentes na Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Portugal e Canadá.

Acontece que esses países, como a Inglaterra, investem 83.6%, e o menor investimento é o do Canadá, com 68.7% dos seus recursos.

No Brasil o total de gastos públicos com a saúde, atinge apenas 45.7% do total destinado a ela, situação agravada pelo subfinanciamento crônico e pela derrota no Congresso Nacional da PEC 29, que destinava mais recursos para a saúde. Fonte: CFM

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