28.02.2012 | 09h39


JOSÉ ANTONIO MEDEIROS

Eder, o traficante de fiascos



No inicio do Governo Blairo Maggi, quando ainda estava na MT Fomento, o atual secretário da Secopa, Eder Morais, começou uma cruzada para “vender” a dívida do Estado de Mato Grosso.


Conseguiu vender a ideia para o então governador. De concreto, restaram os gastos que esta aventura produziu. Depoism mudou de banco, a conta dos cartões da MT Fomento,. que de
lucro para o estado ou para os servidores também nada rendeu. Aliás, rendeu muito “disse-me-disse”.

Começou uma aventura futebolística e o resultado foi um desastre esportivo do time do Mixto e um rosário de dívidas. Esteve na Sefaz, e durante a sua gestão, o que houve de concreto foi uma odisseia de dificuldades criadas, para comerciantes e contadores. 

Cabe lembrar dos maquinários, compra até hoje inexplicada. Aliás, ele quer passar longe do assunto, na base do, “não sei, não vi, não estava lá”.

Mas, como conceber que ele nada soubesse, se era contada em verso e prosa sua habilidade em questões financeiras? Como conceber que "o dono da chave do cofre" não participasse de uma compra de um quinto de bilhão? Mas, ele nega. 

Posteriormente, o secretário foi pra Casa Civil. O saldo: constantes conflitos, inclusive, com os próprios aliados. Quem não se lembra da briga com o secretário de Saúde, Pedro Henry?

Nesta área, ficou notabilizado pelos desastres ocorridos, cada vez que abria a boca, culminando com um “cala” boca do governador. Isso tudo, graças à sua sensibilidade de um elefante em uma loja de cristal.

Com este histórico, o Governo Blairo/Silval o nomeou como chefe supremo da Agecopa. Conseguiu piorar o que já era ruim, culminando com a extinção da mesma. Veio a Secopa e o escândalo dos Lads Rovers. 

Agora, Eder resolve se insurgir contra o senador Pedro Taques, por este ter externado o que todos já temem: que Mato Grosso passe vergonha e as obras não fiquem prontas até a Copa.

Não é uma suspeita infundada. Afinal, esse secretário e o Governo Blairo/Silval têm um histórico complicado, quando o assunto é licitação.

Mas, eu compreendo a irritação do Eder, pois a fala do Taques tem lógica. O que “mata” um homem público não é que falem mal dele ou de sua gestão, mas sim, quando o que falam é verdade.

Taques não é traficante do medo, como disse Eder. Na verdade, é a personalização de todos os medos, pois representa o que Eder e sua turma um dia vendeu: honestidade.

JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS MEDEIROS é suplente de senador pelo PDT.
jose.medeiros23@gmail.com

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