20.12.2011 | 08h29


OPINIÃO / JANETE GARCIA

É tempo de natal!



“Convém não substituir o aniversariante pelo Papai Noel, pois na hora do apuro é por JESUS que você chama”.

É tempo de Natal e, sem dúvida nenhuma, é a época mais encantadora do ano, cheia de magia, emoção e esperança. E o cenário é sempre lindo, com uma decoração esplendorosa no comércio, casas, avenidas, praças, tudo com muita iluminação e tradicionais canções natalinas sendo entoadas por todo canto. Um verdadeiro show!


É um período que serve de laboratório social para mim. Desde outubro que já vejo o clima de natal se aflorando no comércio e na mídia. São sorteios, prêmios, felicitações, lançamentos no mundo da moda, promoções de toda ordem e o consumismo exacerbado é presenciado em todos os pontos da cidade. Vira um vai e vem frenético de gente comprando, gastando o que tem e, muitas vezes, o que não tem, entrando em infindáveis prestações, tudo para “passar o natal”. E o que se ouve é “Vamos comprar que o natal ta chegando minha gente!” ou “presenteie a quem você ama neste natal” e inúmeros outros apelos são utilizados incentivando o povo a comprar, comprar e, por último, comprar. Afinal é preciso alimentar o capitalismo selvagem onde há os que exploram e há os que são explorados e obedecem os ditames massacrante do consumismo.

Os símbolos estão presentes em todo o lugar: é hora de retirar o papai Noel do armário, de montar a árvore, imitar a neve com muito algodão e isopor, colocar o pisca-pisca, colorir tudo, esperar os presentes e também ficar indeciso sem saber o que comprar para o amigo secreto da escola ou do trabalho. Neste período o irritante e desrespeitoso som de propaganda ecoa nas lojas e pelas ruas, numa altura ensurdecedora, gritando as ofertas e mais ofertas de natal pelas lojas da cidade.

É hora, também, de alimentar as criancinhas que passam fome, a exemplo do que ocorre na páscoa e dia das crianças. Isso mesmo! São três momentos importantes e que as famílias pobres gostariam que se estendessem pelo resto do ano já que são muito lembradas nessas épocas. O espírito solidário se aflora e começam as grandes campanhas de cestas básicas. É preciso dar de comer ao povo no natal. A fome é diária, mas é Natal e todos têm que comer e beber. Sempre sinto um cheiro de populismo e politicagem no ar, mas se é para matar a fome dos necessitados, que venham as cestas básicas.


Este lado consumista do natal está indo de vento em popa. Tudo muito bom. Mas o que é mais é esquecido é o aspecto religioso e qual a verdadeira razão desta data existir. Esquecem de pôr nas comemorações a pessoa principal. É muita comida, muita bebida, muita festa, muitos presentes. Todos se cumprimentam e o aniversariante esquecido, na sua infinita bondade, fica ali, de lado, mas nem por isso deixa de abençoar a todos os participantes da festa. É bom lembrar que na hora do apuro não é o Papai Noel que se chama e sim, por Jesus! Seria muito bom se as luzes de natal iluminassem não só as ruas, lojas e praças, mas brilhassem no coração de cada pessoa. Teríamos menos violência, mais solidariedade e todos viveriam num mundo melhor, com mais paz.

JANETE GARCIA DE OLIVEIRA VALDEZ é Advogada, Licenciada em Letras.

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