08.07.2020 | 07h00


OPINIÃO / JULIE ASVONLINSQUE

Dores e traumas da adoção

Te convido a fazer este mergulho interno para vencer a si e tornar-se sua melhor versão

“Como as dores, traumas, dúvidas, angústias e incertezas que são enfrentadas pelos filhos adotivos na adolescência e na vida adulta podem ser transmutadas?"

Por quase toda a minha vida ser filha adotiva era um detalhe sem maior importância para mim, pois, achava que tudo estava resolvido quanto a isso. 

Na infância e na adolescência, e inclusive na fase adulta, tive vários problemas, os quais pioraram com o decorrer dos anos e eu não entendia os motivos pelos quais eu me sentia perdida, incapaz de dar andamento nos meus projetos de vida ou ter relações felizes e saudáveis.

Após fazer minha formação em Coaching, comecei a me autoconhecer e percebi que a sombra que me impedia de ver e ser luz poderia ser dissipada, mas para que isso acontecesse eu teria que mergulhar na escuridão de um passado que eu negava.

Fui adotada aos 6 meses de idade,  meus pais adotivos nunca esconderam de mim, mas nuca quis mergulhar nas minhas origens, até perceber que muitas das minhas dores tinham origem  nesse passado que eu desconhecia e fingia estar tudo bem.

Após as formações em coaching e terapias, mergulhei nas profundezas do meu ser, tive várias descobertas, passei a honrar minha origem e  decidi me aprofundar no assunto. 

Comecei a pesquisar e a estudar, e nos atendimentos com os meus clientes que também foram adotados, pude perceber as mesmas dores, os mesmos traumas e até muitos anseios semelhantes, o que me propiciou uma grande experiência, onde tiver vários resultados incríveis com a aplicação de ferramentas de desenvolvimento pessoal e espiritual neles e em mim.

Através destas ferramentas, consegui enxergar que  muitas travas de relacionamento tinham tudo a ver com minha origem, já que por não querer olhar para traz, não honrar a  minha história, minha origem e meu passado,  não conseguia construir um futuro extraordinário e o mesmo acontecia com meus clientes.

Após fazer o autocoaching e terapias alternativas percebi que quando negamos nosso passado, acabamos vivendo uma vida de mentira, e quando resolvemos olhar com amor para nossa história, sem julgamentos e com total gratidão, começamos a sentir nossos pés no chão e passamos a ser o verdadeiro protagonista da nossa vida e consequentemente passamos a escrever uma nova história.

Quando falamos de adoção, não estamos falando só das pessoas que foram adotadas judicialmente, mas também das pessoas que foram criadas pelos avós, tios, padrasto, madastra ou qualquer parente, que sofrem as mesmas dores.

Vejo que muitas pessoas adotadas passam por esse problema, pois, a família adotiva, por não compreender bem isso, acaba tendo medo que a pessoa olhe para seu passado, o que na verdade torna-se uma prisão, porque, somente quando olhamos para o nosso passado, honramos a nossa trajetória, é que podemos ser libertos.

Uma característica bem marcante que via em mim e nos filhos adotivos é a rejeição, o abandono, a sensação de não pertencimento e menos valia, já que ao terem a sensação de que possam ser  abandonados ou rejeitados,  começam a reagir, às vezes se afastando e brigando.

Outro problema que muitas pessoas adotadas enfrentam é que os pais adotivos escondem a adoção e mais tarde elas acabam descobrindo e se revoltando, pois, acreditam que viveu uma mentira, e isso pode resultar no afastamento da família ou, até mesmo, na busca obcecada pelos pais biológicos.

 Por isso, é essencial a orientação aos pais antes da adoção para evitar problemas futuros.

Outra coisa, de estrema importância é perguntar aos pais por qual motivo estão querendo adotar, se é algo apenas para satisfazer um desejo pessoal, já que o princípio da adoção não é garantir uma criança para família, mas uma família para a criança.

Alguns pais adotivos pensam que o melhor é esquecer os pais biológicos, negá-los, querem até mudar o nome do filho, mas isso faz parte eternamente da vida dele, algo que jamais deverá ser ignorado e deve ser trabalhado.

Além do exposto, é importante falarmos também das questões do suicídio, se esse assunto fosse tratado de forma mais profunda e eficaz, muitas pessoas adotadas não ceifariam suas vidas para fugir de suas dores e traumas.

Assim, a adoção tem diversos impactos na vida das pessoas adotivas em que elas terão que superar, como sentimentos de abandono, rejeição, perda, luto, bem como questões relativas a sua saúde e identidade.

Diferente de uma pessoa que não foi adotada, na vida da pessoa adotiva  falta a base , por isso, como o número de adoções vem crescendo a cada dia, torna-se ainda mais necessário um trabalho de apoio tanto aos pais quanto aos filhos adotivos, com o objetivo de evitar e tratar traumas futuros. 

Assim, é importante ressaltar que tanto o coaching quanto as diversas terapias (Barras de access, meditação, EFT, Constelação Familiar, entre outras) possuem ferramentas de apoio que possibilitam uma grande evolução quanto as dores e os traumas da adoção.

Como eu consegui superar tudo isso, hoje, minha missão é ajudar pessoas a superarem os traumas e as dores da adoção, através de ferramentas, cientificamente provadas, de desenvolvimento pessoal e espiritual, que transmutam tudo em pura luz e amor.

Te convido a fazer este mergulho interno para vencer a si e tornar-se sua melhor versão!

Julie Asvolinsque é Coach, Terapeuta e Advogada. Clique aqui para acessar o instagram.

Os artigos assinados são de responsabilidade do autor, não apresentando, portanto, a opinião do site ReporterMT.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

Confira também nesta seção:
10.08.20 08h01 »  Pais
10.08.20 07h59 »  Dia da gestante
10.08.20 07h57 »  Com confiança na minha gente e esperança no futuro
10.08.20 07h22 »  Desistir não é um verbo qualquer
09.08.20 07h55 »  Entrevista macabra
09.08.20 07h55 »  Queda de cabelo tem tratamento!
09.08.20 07h55 »  Pandemia da solidariedade
08.08.20 07h00 »  O Direito Condominial em tempos de pandemia!
08.08.20 07h00 »  Quando nem a cirurgia plástica melhora a autoestima
08.08.20 07h00 »  Que culpa tem Emanuel?

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO