05.03.2019 | 08h02


EDUARDO PÓVOAS

Dois papos: com Mauro e com Emanuel.

Prefeito Emanuel, acho que não vai ser desta vez, nos trezentos anos da nossa Capital, que ela receberá uma entrada terrestre via Br 364 e 163, no Distrito Industrial, com aparência de uma verdadeira metrópole.

Sei perfeitamente que lá o domínio não é da Prefeitura Municipal e sim do DNIT.

Porem,  tive a preocupação de mais de uma vez alerta-lo para que fizesse uma gestão forte e persistente junto a esse órgão federal no sentido de que ele tomasse as providencias necessárias para transformar aquela “pocilga” em entrada de uma capital. Agora acho tarde demais. Infelizmente nossos visitantes ainda vão conviver com aquela imundice margeando o comercio e as industrias daquele local.

Outra coisa que te alertei, mas que também não dará mais tempo senhor Prefeito, foi sobre o largo do Rosário em frente à Igreja de São Benedito, que alguns idiotas teimam em chama-lo de Ilha da Banana.

Milhares de munícipes não podem ficar de castigo por causa de um cidadão que briga na justiça pela não demolição de seu imóvel. Não lhe tiro a razão de brigar. Ele tem, e toda. Mas, poderia ser construído um muro em volta do seu imóvel e restaurar toda a área que outrora fora a maior mancha aurífera do Império, impossibilitando que aquela cena de guerra, ali existente, seja notada por visitantes.

Ao Governador minhas sugestões são sobre a carteira de pesca onde se lê: “Pescador Aposentado/Idoso”. Para que o “idoso” Governador? Sei que isso não foi criado no seu Governo. Tire isso. Mais além na mesma carteira se lê: “válida por 5 anos”. Governador ninguém se desaposenta. Tire isso. A carteira para idoso deveria estar escrito assim; PERMANENTE.

E vou além Governador. Seus técnicos da SEMA são fenomenais, mas nenhum deles tem a sabedoria do homem pantaneiro. O pantaneiro afirma estar na hora ou passando dela para se liberar a pesca do dourado que se proliferou de maneira absurda e vem se alimentando dos alimentos dos peixes lisos tais como lambari, sardinha etc.

Certa vez perguntei a um técnico da SEMA com quanto centímetros a lei me permite abater o pacu. Ele me disse que com 45 cm pode ser abatido. Depois perguntei à ele: e com que tamanho o pacu começa a desovar? Ele me respondeu: com 45 cm mais ou menos. Aí eu lhe disse: quer dizer que eu posso abater o pacu na sua fase de reprodução não é? A lei me permite....

Fui além e disse que isso seria a mesma coisa que mandar o fazendeiro abater suas vacas, e logo logo ele ficaria sem nenhum bezerro. Ou não é?

Acho Governador que essa história tem que ser revista. Na minha ótica algo está errado.

EDUARDO PÓVOAS É ODONTÓLOGO

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