22.08.2019 | 08h36


VICENTE VUOLO

Dinheiro certo para o VLT

O que o governador deseja para concluir as obras? A sociedade tem pressa!

O Governador do Estado Mauro Mendes classificou como “complexo” o problema da conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos. Segundo ele, a escolha sobre o futuro será difícil. 

Com todo o respeito, discordo totalmente do governador. E vou além! Nunca esteve tão fácil resolver esse imbróglio. Depende apenas de vontade política e competência. Primeiro, porque houve uma decisão judicial, inclusive, do Superior Tribunal de Justiça que manteve a rescisão do contrato entre o Consórcio VLT e o Estado de Mato Grosso. Segundo, o Curador do FGTS, Bruno Vilas Boas, afirmou que o “Governo Federal está dando tratamento prioritário para obras inacabadas. Basta ajustar o projeto com à Caixa Econômica Federal pois há recursos financeiros mais do que o necessário para a conclusão das obras do VLT Várzea Grande –Cuiabá”. 

 
 

 Hoje, o total necessário para a conclusão dos 22 km é de 700 milhões, sendo que 193 milhões já estão disponíveis na CEF (esses 193 milhões são suficientes para a conclusão imediata do trecho Várzea Grande – Porto – Centro). Terceiro, foi criado o Grupo de Trabalho pela Portaria nº 1.674 de 11 de julho de 2019, formado pela Secretaria de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, Governo do Estado de Mato Grosso e Caixa Econômica Federal. O GT tem até 4 meses (a partir do dia 11 de julho) para definir os critérios para a conclusão das obras por 3 alternativas: O Estado, uma Parceria Público Privada (PPP) ou a Privatização. 

O que mais o Governador deseja para concluir as obras? A verdade é que o prazo está se esgotando para essa decisão. E o governador deveria estar é feliz e agradecer a todos os envolvidos no Movimento Pró VLT, que fez ressuscitar esse projeto que estava abandonado. 

O Movimento Pró VLT, hoje, congrega uma avalanche de políticos de peso, entidades, imprensa e a sociedade, inclusive o Arcebispo D. Milton, cujo maior sonho é andar de VLT do centro até o aeroporto.

E sabe por que esse apoio maciço da população em torno dessa causa? Porque o VLT é o melhor para a mobilidade urbana da baixada cuiabana. Ele traz conforto, segurança, rapidez, sustentabilidade. Ninguém aguenta mais esse trânsito louco da nossa capital, com congestionamento crescente e poluição, altamente prejudicial a nossa saúde. Os ônibus poluentes emitem partículas de dióxido de carbono que causam doenças gravíssimas, como asma, bronquite, câncer de pulmão e câncer de bexiga. 

Estamos a um passo da retomada das obras. Isso ocorrerá com a pressão cada vez maior da sociedade. O Movimento Pró VLT continua cada vez mais forte. Esta semana, com duas manifestações importantes: A Audiência Pública (com objetivo de debater medidas enérgicas para dar continuidade às obras do VLT) organizada pelas Câmaras Municipais de Cuiabá e Várzea Grande na Praça Luís de Albuquerque, no bairro do Porto, bem ao lado da ponte de 224 metros construída para receber o VLT; e o documento do Rotary Club de Cuiabá solicitando das autoridades a conclusão imediata das obras. 

O cuiabano é um forte. A sociedade já se posicionou. Ela tem interesse e pressa.

VICENTE VUOLO é economista e cientista político.

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