07.10.2019 | 07h55


GIANA BENATTO

Dia internacional do idoso

O Vivaz Idade vem tratando de questões da maturidade, do envelhecer com saúde, qualidade de vida e reconhecimento dos direitos do cidadão

Por que se criou este dia comemorativo? Em vista que segundo dados da Organização Mundial da Saúde - OMS - em 2050 a população mundial será composta de 20% de pessoas acima dos 60 anos de idade, equivalendo a um 'idoso' a cada cinco pessoas.

No Brasil, esta projeção, alcança índice de 30% da população. Neste caso, a data comemorativa funciona como reconhecimento e alerta, como propagação da importância de celebração àqueles que alcançaram ou ultrapassaram os 60 anos de idade e ao mesmo tempo, como aviso de que a sociedade precisa criar, valorizar e incrementar políticas públicas para atender as necessidades próprias deste grupo populacional.

O Vivaz Idade vem tratando de questões da maturidade, do envelhecer com saúde, qualidade de vida e reconhecimento dos direitos do cidadão. Nesse sentido, o idoso faz parte do mundo Vivaz. É a meta, o objetivo de vida de quem se preocupa com o amadurecer com boas condições físicas, mentais, espirituais e financeiras - ser uma pessoa plena na velhice. No dia do Idoso, da Terceira Idade ou Melhor Idade, independentemente do nome que se dê, normalmente são cobradas e comemoradas as políticas públicas desenvolvidas para os grupos populacionais dentro desta faixa etária, conhecida como 60+. Entretanto, o que temos no Brasil para comemorar? Se de um lado os governos federal, estaduais e municipais apresentam todos os programas que desenvolvem através de palestras, passeios, rodas de conversa e publicidade massiva, o Brasil não é um país reconhecido como inclusivo no que tange aos 'mais velhos'.

Temas como invisibilidade do idoso, desrespeito aos seus direitos básicos, falta de protagonismo social e individual do idoso, além de alto número de casos de violência contra a pessoa idosa, são urgentes de discussão e apresentação de soluções no âmbito governamental. Saúde, transporte, moradia, são direitos imprescindíveis de serem garantidos a quem manteve o Estado funcionando durante boa parte de sua vida, através do pagamento de impostos e contribuição ativa laboral e comercial. Todavia, além do reconhecimento pelos governos em suas diferentes instâncias e poderes, a sociedade como um todos precisa melhorar seu comportamento para com os idosos. Todos esperamos envelhecer com saúde e qualidade de vida, ativos e participantes, viajando, produzindo, sendo exemplo para a comunidade. Assim, como entender tanto desrespeito e falta de atenção para com nossos idosos dentro do âmbito familiar e social? Do abandono parental à violência física por seus descendentes, quando não para tomar-lhe a aposentadoria ou economias.

Quando se calam os idosos dentro seu próprio grupo social e familiar dá-se exemplo aos mais novos de como se comportarem. Tais jovens, normalmente, repetem e repetirão tal comportamento ao tratar com as pessoas de mais idade com as quais se relacionam. Ao final, certamente, se comportarão assim para seus próprios parentes idosos. O que leva uma pessoa a pensar que dando este exemplo familiar de abandono, falta de respeito, desatenção e violência, não será o comportamento que este jovem terá com relação a ela quando estiverem mais velha? Ser velho não precisa ser calvário. Nem para quem envelhece, muito menos para quem vive à sua volta. Muitas vezes pode ser difícil, com certeza. Assim como foi difícil crescer.

Um pensamento que deve estar presente - sempre - é que esperamos todos envelhecer, sermos bem tratados na família e pela sociedade. Então, qual a dificuldade de respeitar quem chegou lá primeiro? No dizer de Benoîte Groult, no livro Um toque na estrela, "...as crianças, apesar de alguns lampejos, não passam de crianças. Já os velhos acumulam todas as idades da vida. Neles convivem todos os serem que foram, sem contar aqueles que poderiam ter sido e que insistem em envenenar o presente com seus arrependimentos ou sua amargura. Os velhos não têm somente 70 anos, ainda têm 10 e também 20, e depois 30 e mais tarde 50, sem falar dos 80 que já veem despontar..." Que este dia sirva de reflexão e comemoração pela estrada trilhada!

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