05.10.2019 | 07h55


DUMARA VOLPATO

Desenvolvimento Pessoal

O que você já aprendeu em sua caminhada? Você pode afirmar que evoluiu?

Hoje, vivemos em tempos de mudanças, algo novo surge a cada dia, a rotina da nossa vida é pulverizada de informações novas, novos sistemas e novos relacionamentos, a era digital nos trouxe benefícios e também nos tirou o tempo, o tempo de olhar para si e para o outro com mais amorosidade. Por isso, sugiro uma pausa para que você tire um tempinho para pensar. Pensar em você, pensar no outro, pensar na Vida e suas lições.

O que você já aprendeu em sua caminhada? Você pode afirmar que evoluiu? Será que estamos mesmo fazendo nosso dever de casa em utilizar essa oportunidade nesse planeta para sermos melhores? Também já fiz essas perguntas e, percebendo que as respostas não eram as que eu esperava, escolhi dedicar boa parte do meu tempo a estudar e vivenciar experiências que me tornassem uma versão melhor de mim mesma. O resultado disso compartilho com vocês nesses escritos que traduzem um pouquinho do que carrego em meu coração.

Então vamos lá, aproveitando essa atmosfera de crescimento, estamos compartilhando aprendizados com o tema: desenvolvimento pessoal. Conversamos nos artigos anteriores a respeito de alguns princípios que aceleram esse desenvolvimento e algumas considerações foram feitas a respeito da Lei da Paz, da Lei do Respeito, Lei da Responsabilidade e Lei da paciência. Hoje para finalizar quero compartilhar algo a respeito da humildade. O que é de fato humildade? E como podemos desenvolvê-la?

 

Em um sentido geral humildade traduz a qualidade de alguém que age com simplicidade, pessoas que desenvolvem uma responsabilidade, dom ou talento, sem arrogância, sem prepotência. Em um sentido mais amplo, a humildade nos possibilita encontrar o nosso lugar, reconhecendo o nosso tamanho e a nossa pequenez diante da imensidão do Universo que nos cerca. Ela nos coloca como iguais, nem maiores e nem melhores que o outro, ou seja, do mesmo tamanho. Somente pela humildade abrimos a nossa capacidade de aprendizado e recebemos a sabedoria, pois, passamos a compreender que ainda sabemos muito pouco diante de todo o conhecimento disponível para a humanidade. Mostrando o tanto de dedicação que é necessária para conhecer profundamente cada coisa que existe nesse planeta.

A humildade é uma das mais valiosas virtudes que podemos desenvolver, ela não esta ligada a nossa capacidade financeira e aos nossos bens, como muitos pensam. Ela está diretamente conectada ao nosso coração e anda  de mãos dadas com os nossos sentimentos. E o que é mais bonito é que não percebemos se a temos, ela é o fio invisível que percorre nossas ações e palavras e que chega a percepção daqueles que observam em silêncio o nosso caminhar.

Como posso desenvolver a humildade então? Se não posso vê-la ou mensurá-la? Sim, nós podemos desenvolver a humildade com práticas diárias. A primeira oportunidade que temos é com os nossos Pais, nos colocando no lugar de pequenos diante deles, frente à grandeza do presente que eles nos deram que é a Vida. Olhando verdadeiramente para eles sem julgamento, sem críticas, acolhendo as suas imperfeições com amorosidade, sendo gratos a eles pelos simples fatos de se encontrarem e nos possibilitarem viver. Uma segunda oportunidade de exercitar a humildade é ter gratidão, acordar e buscar em nossa vida algo para agradecer, compreender que recebemos aquilo que precisamos e merecemos para evoluir e isso independe da nossa vontade. Em terceiro lugar é exercitar a compaixão, olhar para o outro buscando se colocar no seu lugar, no contexto da sua história, da sua criação e de seus conceitos familiares. Buscar olhar além de cada ato praticado, olhar o que move aquela pessoa na vida. Ampliar o olhar com empatia, nos colocando como iguais, irmãos, sem julgamento e sem preconceitos.

Para finalizar, podemos desenvolver a humildade aprendendo a arte de servir, servir ao outro com amor, servir a esse fluxo de algo maior que tem um plano que ainda desconhecemos e que muitas vezes não é aquilo que planejamos. Abrir mão do controle da Vida e seguir os movimentos que ela nos traz, exige de nós que pratiquemos o amor ao próximo, estando dispostos à oferecer nosso tempo em benefício de outra pessoa, em benefício de algo que acrescente para a humanidade, em benefício do amor.

Bert Hellinger ensinou: “O amor ao próximo é sobretudo humilde. Eu te presenteio com um tempo da minha vida para tua Vida – e não há nada mais valioso! E ai, onde se encontra o meu tempo, tenho o meu amor, é o meu serviço.”

DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA. E-mail: dumaravolpato@gmail.com

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