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15.06.2012 | 09h04


OPINIÃO / WILSON FUÁ

Candidatos transparentes



Vou ocupar este espaço, neste momento em que se aproximam as eleições 2012, para contar uma história que aconteceu a 2012 a.c, na cidade chamada Bacuia, mas que serve de exemplo, para todos os eleitores usarem como parâmetros nas escolhas dos futuros representantes da sua cidade, porque a caça aos votos já vai começar e os fantasmas iguais aos personagens dessa história estarão batendo em suas portas.

Certa vez, vendo um político aproximar-se da sua residência o eleitor ficou apreensivo, porque sem mandar entrar o político  começou com aquele “lero/lero”, aquele “nhenhenhem” de sempre, propondo acabar com todos os males da cidade e querendo parecer ao  “Mandraque ou Mágico”, dizendo sempre: eu sou o melhor.  Eu transformarei esta cidade no melhor lugar do mundo, o lugar que você sempre sonhou.

Mas para conhecê-lo melhor,  o eleitor chamou-o para dentro da sua casa e levou-o até a janela, e lhe fez uma pergunta: o que você vê atrás dos vidros?

O candidato  com aquela cara de “fuinha” e com aquela eloqüência de sempre, começa a dizer:

- Vejo as ruas esburacadas; vejo a loucura do trânsito; vejo muitas pessoas nos Pontos de ônibus expostas ao sol e a chuva; vejo muitos jovens deitados pelas calçadas consumindo drogas; vejo um assalto a mão armada; vejo morte através de um tiro disparado pela arma de um menor  e muitos pedintes em cada esquina; vejo os Professores em greve por melhores salários; vejo a Saúde Pública totalmente sem gerenciamento, com doentes jogados pelos corredores do Pronto Socorro, como se fossem hospitais em países que estão sendo bombardeados em guerra; e finalmente vejo uma cidade carente de tudo.

Essa é a visão de um candidato, ele tem a consciência do estado social falimentar que está à cidade, e mesmo assim se propõe ser candidato, e pede o seu voto para fazer uma gestão tipo assim “empresarial” e diz que vai dar um choque de gestão e transformará a cidade no melhor lugar do mundo para se morar e viver, será?

Depois de eleito, passando algum tempo, digamos assim 03 anos, o eleitor convida esse mesmo candidato, para ir a sua casa, e ao invés de mostrar-lhe o vidro transparente da janela da sua casa,  mostra-lhe um grande espelho:

- E pergunta ao Prefeito, diga o que vês?
- O prefeito diz, vejo só eu mesmo.

Qual a diferença entre o vidro transparente e o espelho?

Ambos são vidros, só que o espelho está revestido por uma camada fina de prata e fazendo com que deixe de ser transparente.  Na política como nos vidros, existem duas espécies de transformações:

Primeiro -  quando o candidato prestava atenção nas dificuldades da cidade e na  carência do povo.

Segundo - depois de eleito  Prefeito, com a transformação do vidro se cobre de prata, e só consegue admirar o seu próprio reflexo do espelho, vê aumentar sua vaidade, e vai levando a sua vida rodeados por bajuladores bebendo grandes marcas de Whiskys, e a partir daí passa a criar imagens fantasiosas através de propagandas repetitivas de falsas realizações e  já escolarizado na malandragem em política da enganação, alguns tendo não só a prata que encobre ao vidro, mas também o ouro das doações dos amigos poderosos, tentará perpetuar no poder.

Contam que nessa cidade Bacuia,  naquela época, já aconteciam episódios como estes:

   1 – O povo ficou perplexo ao ver um Prefeito, renunciar porque queria apenas ter mais poder para fazer aquilo que não conseguia fazer apenas como Prefeito, na verdade ele queria ser um Rei, com isso, jogou no lixo  a procuração que o povo lhe dera para apenas ser um Prefeito.  

       É como se uma pessoa quisesse suicidar, e ao morrer ter facilidade para fugir dos seus problemas e depois renascer num outro plano com novos poderes para resolver tudo. Mas em política renunciar é faltar com o respeito por aqueles que acreditam em suas palavras e seus projetos. Ao receber um voto,  o candidato recebe do cidadão eleitor,  a maior honraria que um ser humano possa receber, por isso que digo sempre: renunciar é suicidar politicamente;

2 – Já naquela época (2012 a.c)  um vice que não teve nenhum um voto, mas ao votar no Prefeito, o povo que deveria estar sabendo que estava escolhendo também o Vice. Durante a gestão do Vice, ficou marcada por episódio das férias.  Este sempre que tinha uma decisão importantíssima para o povo, tirava férias e deixava para o Vice do Vice, assumir os desgastes e impor ao povo projetos surpresas, (em forma de pegadinhas para a câmara) era o projeto do Vice, ou do Vice do Vice.

     Será que o Vice combinou com o povo, que sempre na  hora de decidir ações que seriam muito importante para sua cidade, e nesse momento ele se ausentaria em férias, e deixaria para uma terceira  pessoa (Presidente da Câmara) que passa a ser o Vice do Vice, que passa a exercer o poder do seu voto, para decidir por você. Cuidado ao escolher um candidato porque quando o “Capeta não vem, manda seu Vice”;

3 – Antes da era cristã, já havia vereadores que ao eleger para legislar, renunciava tudo que ele propôs aos seus eleitores e virava Secretário em troca da governabilidade, e esquecia tudo que havia dito,  e se encastelava em alguma pasta oferecida pelo Prefeito,  e depois de 04 longos anos, voltava  na maior cara de pau, a pedir voto com as mesmas promessas de dias melhores, pousando de  “bom moço”; mas o povo tinha a “síndrome da memória curta” e  era enganado por mais uma vez?

4 – Naqueles idos tempos, tinha um vereador que dizia  que assinou a aprovação de um Projeto de Lei sem ler, e que era um projeto para que uma Empresa Privada, passasse a ter o direito legal por ¼ de século  para gerir os destinos dos lixos produzidos; no tratamento da água e esgoto da cidade, e  pasmem!  

       Apareceu esse vereador em entrevista coletiva  para  assumir publicamente, e fazer uma confissão de incapacidade  de raciocínio e de irresponsabilidade ao dizer com a cara de “Bobó cheira-cheira”:  Eu votei sem ler o Projeto de Lei.    Será?

Será que esse vereador assinaria um cheque em branco e daria para alguém que ele não conhecia? Mas o povo esquecia tudo  e ainda votaram nesse candidato, fazendo com que os erros de escolha fossem repetindo, continuavam votando errado, porque não sabia escolher o melhor.

        A partir de julho começa a grande caça aos votos e a partir daí, o seu voto terá o valor igual ao voto de qualquer pessoa, tanto seja rica ou pobre; seja negra ou banca; seja operária ou uma intelectual. O voto terá o mesmo peso e o mesmo valor, a diferença está em suas mãos em saber usar a  decisão certa e saber escolher os melhores candidatos entre os menos ruins; o mais ético; o mais honesto, ou seja, você deve escolher um candidato que se assemelhe a sua imagem e que tenha o poder de lhe representá-lo como se fosse você mesmo. Saiba que ao eleger um candidato, você estará passando uma procuração definitiva a uma pessoa que lhe representará por 04 longos anos no legislativo e no executivo da sua cidade.

      Para que essa história não se repita nesta eleição, use seu poder de pesquisa, escolhendo um candidato que não tenha um passado sujo, não espere pelos Tribunais, faça justiça pelas suas próprias mãos: não vote em candidato que está sendo investigado e de má reputação, a Lei da Ficha Suja é você que deve antecipá-la e aplicá-la nesta eleição, não espere a decisão do STF, o voto é seu e decisão é sua.

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