07.01.2013 | 07h34


OPINIÃO / SERGIO GIRALDELLI WROTE

Aventuras na rodoviária de Cuiabá



Há muito tempo não ia à rodoviária de Cuiabá e ficava algum tempo, sempre levava e buscava algum parente, mas nem descia do carro, mas hoje (04.01.13) às 02:30h fui levar meus sobrinhos (menores) que embarcariam para Chapecó às 03:10h. Eu que estou acostumado a passar em frente, tinha uma boa impressão do local, mas fui surpreendido pelo abandono e descaso e classifico como uma verdadeira aventura o que passei com minha esposa nesta madrugada, a qual passo a narrar a partir de agora.

Chegando no desembarque para descarregar as malas já fomos abordado por um pedinte que insistentemente queria carregá-las, quase nos coagindo, tive que ser ríspido e dispensá-lo. Para minha surpresa não há carrinhos para carregar bagagens na rodoviária, o que certamente contribui para este tipo de abordagem que sofremos. Após descer as bagagens fui estacionar, mas com receio de deixar minha esposa e meus sobrinhos sozinhos, no estacionamento fui abordado novamente por outro pedinte, olhei um pouco em volta e observei algumas pessoas dormindo no chão do estacionamento ao relento.

Na entrada da rodoviária onde ficam os guichês observei outros mendigos dormindo pelos cantos da rodoviária, mas um me chamou muito a atenção, estava em frente a televisão próximo aos taxistas, deitado e dormindo ao chão, bem no meio do saguão como se estivesse na sala de sua casa. Indo em direção ao embarque, observamos o cheiro fétido de urina e nem era próximo aos banheiros, não quero nem imaginar como estavam os banheiros. As lixeiras estavam cheias e havia lixos espalhados pelo chão em todo o trajeto até o embarque. No caminho vimos ainda mais uns quatro mendigos dormindo pelos cantos. Fui abordado por mais dois pedintes com as velhas histórias (não estou julgando se é verdade ou mentira) de comprar remédio pra filha e outro que foi roubado e queria inteirar uma passagem pra ir embora.

Aguardando o ônibus chegar, para fechar com chave de ouro, acabou a energia somente na rodoviária, pois no entorno estava tudo iluminado. Até escutamos o barulho do gerador quando acionado, mas não funcionou, pois a energia voltou só em alguns lugares e o setor de embarque ficou completamente na escuridão. Após dez minutos a energia se estabiliza e resolvemos comprar alguma coisa para beber, mais uma surpresa, um refrigerante lata R$ 5,00, uma água R$ 3,00, preços mais caros que os praticados no aeroporto onde os usuários têm poder aquisitivo bem maior. Pelo menos uma coisa foi boa, o ônibus chegou no horário, embarcamos as crianças e voltamos para casa. Senhor prefeito Mauro Mendes #TamoJunto e #FicaaDica.

Sérgio Giraldelli de Freitas – Papiloscopista – Servidor Público Estadual

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(1) COMENTÁRIOS

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Adriana Dagmar Alves  07.01.13 15h01
O Contrato de concessão do Estado com a concessionária venceu em 2010. Ou seja, tem que fazer nova licitação, mas a concessionária quer continuar mamando nas tetas do governo e entrou na justiça forçando o estado a renovar o contrato. E o judiciário do Brasil, que só ferra os pequenos e que condenam na grande maioria inocentes, parece que é favorável a continuidade desse contrato. A Agência Reguladora do Estado, que é pra fiscalizar a Rodoviária de Cuiabá (que por sinal é uma das mais bonitas e melhores do país), fica impotente com essas atitudes equivocadas do judiciário.

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