11.11.2019 | 08h20


FRANCISNEY LIBERATO

Aprenda a falar bem

Falar bem ou mal dá o mesmo trabalho, mas os efeitos são diferentes em nossa vida

Em setembro de 2019, fiz um tour por Lisboa, em Portugal. Ao chegar naquela cidade, solicitei um carro no aplicativo Uber, para me deslocar até o hotel.

No trajeto, iniciei uma conversar com o condutor, que prontamente começou a tecer elogios à cidade, relatando sobre a excelente organização, civilização, segurança e receptividade do povo português.

Após todo o arsenal de adjetivos ditos, fiquei impressionado e muito animado. Em decorrência daquela tão esplendida propaganda, resolvi observar detalhadamente a cidade, a qual iria desbravar. Percebi então que, apesar de ser um lugar a qual possuía suas qualidades, não retratava tudo aquilo que aquele senhor havia descrito.

É notório que, as percepções, variam de pessoa para pessoa, mas para mim não condiziam com aquilo que o senhor havia falado. O fato é que, o olhar daquele homem sobre a sua cidade, tão racionalmente avaliada por mim, tinha um valor inestimável para ele. Era o lugar onde ele havia nascido, e desde então, o lugar em que o abrigava e lhe dava sustento.

Fiquei pensativo sobre aquele cenário que, tão fortemente me impactou, e me indaguei “Por que não posso ter a mesma atitude?”.

Em nossa vida, às vezes, estamos voltados e habituados a falar bobagens das pessoas. A criticarmos o lugar onde moramos. A reclamarmos do governo. A reivindicarmos melhorias na saúde, educação e segurança. A protestarmos contra o chefe. A queixarmos do professor. A zangarmos com os parentes e familiares e até vociferar o nosso próprio eu, sempre numa posição de comparação com o outro. Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde?

Por que não pensamos e agimos de formar diferente, como fez aquele senhor de Portugal? Que independente das mazelas que acomete a sua cidade, os seus olhos estão voltados para a gratidão e patriotismo.

Será que devemos, sempre, pensarmos mal de tudo, reclamando das circunstâncias e brigarmos com as pessoas? Será que é possível reprogramar a nossa forma de pensar? Será que somos felizes pensando e vivendo desse jeito?

Aquele distinto cidadão português, me ensinou algo tão simples e maravilhoso. Creio que agindo como ele, a vida pode ser melhor e mais sadia. Não adianta sermos oposição a tudo. Reclamar não resolverá os nossos problemas e, principalmente, mudar a nossa realidade.

O nosso país é maravilhoso. Os brasileiros são pessoas acolhedoras e receptivas. Temos tudo para sermos uma nação próspera e mais justa. Temos tudo para pensarmos melhor do nosso Estado e das pessoas com quem nos relacionamos, apesar de todos os problemas, pois eles sempre existiram.

A mudança proposta, acontece de dentro para fora, no íntimo de cada ser humano, na busca em ser o melhor a cada dia. Somos ricos em todos os aspectos, consegue perceber isso? Se ainda não, quem sabe seja uma ótima oportunidade para você rever os seus conceitos.

FRANCISNEY LIBERATO BATISTA SIQUEIRA é secretário de Controle Externo e auditor público externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

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