03.04.2012 | 08h46


GABRIEL NOVIS NEVES

Ajoelhou, tem que rezar!



A choradeira por aqui, com fins políticos, é intensa. Toda ela para justificar o nada que o governo realizou, até agora, em benefício da população.

“Mato Grosso, no ano passado, destinou cerca de R$ 1 bilhão para quitação dos débitos com a União” - lamenta o governador.

Os nossos dirigentes pensavam que podiam fazer com a União o que praticam há anos com os fornecedores do Estado e, principalmente, com os prestadores de serviços essenciais - como médicos e hospitais.

Quem deve tem que pagar, ou, ajoelhou tem que rezar - é a lei para quem deve.

Aqui, o rolo compressor oficial de controle dos meios de comunicação, esconde aquilo que foi sacrificado com a corrupção.

A população sente a ausência das obras essenciais, que são destinadas à melhoria da qualidade de vida.

Nunca entendi porque um governo, que diz que recebeu uma herança maldita, com o Tesouro vazio, dívidas que invibializaram o seu desenvolvimento, serviços básicos como saúde, educação, segurança e infraestrutura sucateados, banca, sem apoio do governo Federal e empresarial, uma Copa do Mundo. 

Com o tempo passando e o dinheiro prometido de Brasília não chegando, o Estado, financeiramente, encontra-se no fundo do poço, sem prognóstico a curto e médio prazo para realizar as obras, chamadas de estruturantes, para um evento da grandiosidade de uma Copa do Mundo.

O fiasco da nossa cidade não está excluído dos planos estratégicos da FIFA.

Há riscos evidentes, a não ser que os nossos governantes sigam a receita do francês da FIFA e dê um chute no traseiro dos cronogramas das obras atrasadas, injetando altas doses de dinheiro federal.

Ninguém por aqui pensa mais em legado de obras como o VLT, cujo empréstimo na Caixa Econômica Federal empacou por ordem do Tesouro Nacional.

Estamos, simplesmente, inadimplentes com a União.

A presidente jogou um balde de água fria nas pretensões dos governadores que pleiteavam recursos federais para realizar as suas obras de campanha.

A ordem presidencial foi arrumar um bom campo de futebol, que é a única obra essencial pra a Copa, e apelar para puxadinhos, atalhos e improvisações. 

Existe um ditado muito empregado entre nós, quando se perde a esperança, que diz: “Quem bejô, bejô, quem não bejô, não bêja mais. Pode fechar o caixão”.

O nosso Estado está indo para o cemitério, motivado pela falência múltipla dos órgãos governamentais.

*Gabriel Novis Neves é médico em Cuiabá.


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