06.12.2012 | 08h08


OPINIÃO / GABRIEL NOVIS NEVES

A verdadeira medicina preventiva

É preciso que todos saibam que as doenças, antes de se tornarem orgânicas, passam por um distúrbio funcional



Seria tão mais eficiente e tão mais econômico se realmente nos ensinassem o que verdadeiramente é a medicina preventiva.


Não essa medicina praticada pelos grandes centros médicos que, através de aparelhos altamente sofisticados, consegue detectar as mais diversas patologias quando já iniciadas.


Essa é para uns poucos ricos e também enriquecedora de poucos. Estou me referindo aquela que, se for bem divulgada em um trabalho de educação permanente, conseguiria livrar, pelo menos, 80% da população de tanto sofrimento.


É preciso que todos saibam que as doenças, antes de se tornarem orgânicas, passam por um distúrbio funcional, e é justamente aí, que se poderia fazer a prevenção.


Ou seja, nosso corpo emite sempre sinais de alerta de que as coisas não vão bem por alguma causa externa, algumas vezes fácil de ser removida.


Bastaria uma atenção maior ao que nos cerca, de triste ou angustiante, para que pequenas mudanças de comportamento nos livrassem desses sintomas.
Ao contrário, nos enchemos aleatoriamente de todo tipo de medicação, mascarando assim sintomas importantes que seriam os gritos de alerta tão bem emitidos pelo nosso corpo.


Como esses gritos são sufocados, passamos a fazer a parte orgânica da doença, essa sim, bem mais difícil de ser tratada.


Tenhamos presente que o nosso sistema nervoso seria comparável a um elástico, com uma capacidade de estiramento programada geneticamente, cujos limites não podem nem devem ser ultrapassados.


Além disso, contamos com um sistema imunológico que nos protege de nossos agressores, mas que também fraqueja diante de estímulos neurotizantes de maior porte.


Quantas gastrites deixariam de se transformar em úlceras, quantas dermatites agudas se transformariam em crônicas, quantas labirintites de repetição, quantos distúrbios articulares, mais tarde invalidantes, enfim, toda uma patologia que necessitaria de um livro para descrevê-la.


Nunca nos ensinam, por exemplo, que bocejos repetidos nem sempre significam sono, tédio ou encosto, segundo a crença popular.


Na maioria das vezes eles evidenciam uma dificuldade de nossas trocas metabólicas nos momentos prolongados de estresse, em que inspiramos menos oxigênio e retemos mais gás carbônico. Através do bocejo, o organismo corrige e acalma essa distorção.


Não é por acaso que, assolada por falsos valores, todas as sociedades menos esclarecidas, sejam sempre as mais doentes.


Culturas muito repressivas fazem com que sejamos engolidores compulsivos de “sapos”, carregadores de pesos insuportáveis para as nossas precárias colunas - ainda não totalmente adaptadas às transformações de quadrúpedes em bípedes, taquicárdicos nos inúmeros momentos de medo a que somos submetidos, enfim, a situações para as quais não fomos preparados.


Prevenção de doença é comer bem, respirar bem, pensar bem, amar bem e estar em equilíbrio com o universo que nos envolve.


Claro que tudo isso é incompatível com a miséria que assola a grande parte da humanidade.

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