11.12.2019 | 08h13


OPINIÃO / MARCELO PORTOCARRERO

A educação por prioridade

O sistema proposto e adotado pelos governos anteriores deixou uma herança ruim

Nas três últimas décadas nosso país passou a conviver com a decadência no resultado de uma delas, a mais importante e crucial para o desenvolvimento de praticamente todas as outras, sejam elas competência intelectual, formação profissional, produção industrial, comercial ou mesmo política, em especial nos países subdesenvolvidos, a educação.

No que se refere ao Brasil, vê-se claramente que o sistema educacional proposto e adotado pelos governos social-democratas e socialistas deixou uma herança tão ruim para o futuro do país que perdurará por vários anos até que uma nova geração de estudantes esteja suficientemente preparada intelectual, moral e civicamente para acessar ao nível superior de ensino de forma digna, por competência e sem a utilização dos subterfúgios criados para facilitar seu acesso.

Sob qualquer angulo é perceptível que durante todo esse tempo tivemos a falsa impressão que as metas educacionais vinham sendo cumpridas porque resultavam de subterfúgios e outros instrumentos criados para atingir seus termos quantitativos, mas foram incapazes de entregar o elemento principal, a qualidade.

O resultado foi um redundante fracasso perante outros países que no mesmo período de tempo, mas com métodos corretos e estratégias adequadas passaram à nossa frente em todos os aspectos que dizem respeito às atividades acima citadas e nas quais só perdemos competitividade ou seja, em competência intelectual, formação profissional, produção industrial, comercial e mesmo política.

A forma desastrada, ideológica e inconsequente com que tentaram instruir nossos jovens por tantos anos atrofiou nossa capacidade de, na quantidade necessária, gerar profissionais capazes de desenvolver nosso país na velocidade em que o mundo se desenvolvia. Isso sem falar que ainda fomos obrigados a ouvir um Presidente da República pouco instruído e no pleno exercício de sua falta de razão dizer sentir-se orgulhoso de não ter lido livros para ser eleito. Pois bem, eleito foi e o resultado ai está para todos verem, melhor dizendo, sentirem, os efeitos dessa amarga e trágica realidade.

Agora o trabalho será árduo, meticuloso e demorado, pois é preciso recuperar o tempo perdido através da capacitação de professores e educadores para trabalharem na formação das novas gerações desde a primeira infância, mas não com o mínimo de conhecimentos erroneamente adotado para atingir metas quantitativas e sim seu máximo no esforço para que metas qualitativas sejam perseguidas e alcançadas.

Serão imprescindíveis a melhora na formação profissional dos envolvidos, melhores salários, instalações adequadas, acolhimento, disciplina, moral, civismo, processos de aprendizagem e aferição de desempenho com o rigor necessário de modo a possibilitar que professores e educadores das disciplinas básicas e mesmo das optativas sejam capazes de desenvolver o importante papel/missão a que se dedicam de modo que não aconteçam os desvios de função e outras ações que não o culto à inteligência e às aptidões produtivas, problemas que costumam acontecer quando se permite sejam levados para dentro das salas de aula preferências pessoais e ideológicas.

MARCELO AUGUSTO PORTOCARRERO é engenheiro civil

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