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28.09.2012 | 10h18


NACIONAL / BOVINOS

Trimestre é considerado positivo em Mato Grosso

De abril a junho deste ano, Estado manteve a liderança de abates, reduziu baixas de fêmeas e ampliou participação



Mato Grosso abateu no segundo trimestre deste ano – de abril a junho – 1,24 milhão de bovinos, volume que garantiu, mais uma vez ao Estado, a liderança nacional de abates, conforme resultado da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e Produção de Leite, Couro e Ovos, divulgada ontem pelo IBGE.


Os números desde trimestre revelam no seu contexto um saldo geral positivo ao Estado que detém o maior rebanho de bovinos do país, com mais de 29 milhões de cabeças. O volume de descartes em mais de 1,24 milhão de animais supera em 7,82% o saldo do primeiro trimestre do ano, quando o IBGE contabilizou 1,15 milhão de cabeças, e é 18,77% acima as mais de 1,04 milhão de igual período do ano passado.


Ainda comparando os dados da variação anual, o Estado que é líder em abates, ampliou sua participação no total nacional de 14,77% no segundo trimestre de 2011 para 16,27% em igual momento de 2012. Neste período, as baixas nacionais passaram de 7,06 milhões no acumulado de abril a junho de 2011 para 7,62 milhões em igual período de 2012.


Os números desta última pesquisa revelam um dado bastante importante para o rebanho estadual. O descarte de fêmeas vem reduzindo nas comparações entre os períodos destacados pelo IBGE. No segundo trimestre do ano passado, dos mais de 1,04 milhão de animais abatidos, 454.735 eram fêmeas, o que equivalia a 43,5% do total abatido. No primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março) as vacas reduziram sua participação para 41,62% do total abatido de 1,15 milhão e no segundo trimestre reponderam por 38,39% dos 1,24 milhão das baixas estaduais.


A alta mortandade de fêmeas, já observada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) em conjunto com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é motivo de preocupação no segmento. Em junho, as entidades anunciaram que esse descarte pode levar o rebanho bovino de Mato Grosso a fechar o ano 2% menor, impondo a primeira retração desde 2008.


Exagerado volume de abate de fêmeas, ao contrário da crise 2006, quando a falta de liquidez à atividade ampliou a mortandade de vacas em idade produtiva, em 2012, a ampliação deste descarte reflete fatores climáticos que desde 2010 impactaram na formação das pastagens, agravada no ano seguinte pelo ataque severo de pragas. Está faltando alimento para o rebanho e neste contexto, descartam-se as vacas. O aumento no abate de fêmeas é um fato que reverbera por pelo menos dois anos, período em que se oferta um novo bezerro.


BRASIL - No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 7,6 milhões de cabeças de bovinos, representando aumentos de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,9% frente ao mesmo período de 2011. O volume de cabeças abatidas alcançou o mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2007 e do período pré-crise financeira internacional (2º trimestre de 2008).


Na comparação dos segundos trimestres 2012 e 2011, a região Centro-Oeste aumentou sua participação no âmbito nacional em 3,2%, e respondeu por 39% do abate de bovinos no 2º trimestre de 2012. Todas as demais regiões apresentaram quedas de participação: Norte (20,1%), Sudeste (19,6%), Sul (11,4%) e Nordeste (9,9%). O crescimento dos volumes de abate no Pará e em Rondônia determinou, pelo terceiro trimestre consecutivo, maior participação da região Norte frente à região Sudeste no abate de bovinos.


Além de Mato Grosso, como aponta o IBGE, foram destaques estaduais Mato Grosso do Sul e Minas Gerais com aumento de 14,1% do número de cabeças abatidas. Entre os estados que reduziram o abate de bovinos, São Paulo (-38.331 unidades) foi o destaque.











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