14.02.2020 | 10h57


CRUELDADE

Tio diz que Laryssa tentou matar Júlia afogada antes

Elves Rodrigues afirma que o irmão, Giuvan, pedia a guarda da filha desde o episódio, ocorrido há seis meses



Familiares e pessoas próximas da pequena Júlia Félix de Moraes, 2 anos, morta a facadas pela mãe, na madrugada dessa quinta-feira (13/02/2020), em Vicente Pires, mostraram tristeza e revolta no velório da criança. Um dos parentes afirmou que o crime era previsível por causa de um ato anterior de Laryssa Yasmim Pires de Moraes, 21, assassina confessa da filha.

“Não foi por falta de aviso. Ela (Laryssa) tentou matar Júlia afogada em uma banheira e inventou uma desculpa que foi um acidente. Desde então, o Giuvan pediu a guarda da menina”, lembrou Elves Rodrigues de Oliveira (foto em destaque), 30, irmão de Giuvan Félix, 25, pai de Júlia. O episódio teria ocorrido há seis meses.

“Ele estava lutando pela guarda. Ele amava muito a minha sobrinha e dava para ela o que ele tinha e o que não tinha”, afirmou Elves, muito abalado. O velório e o enterro foram realizados nesta sexta-feira (14/02/2020), no Cemitério Municipal São Januário, em Padre Bernardo (GO), cidade do Entorno localizada a 100 km do DF.

“Não dá para acreditar. Não tem nem lógica uma coisa dessas. Meu irmão está muito abalado”, continuou Elves. “Os nossos esforços agora são para dar todo o apoio para ele, que foi inocentado. Temos que consolar e ver como ele fica. Não é fácil para um pai perder uma filha desse jeito. Ainda mais que ele presenciou tudo.”

Família despedaçada

Durante o velório, Giuvan se mostrou muito abalado e se ajoelhou ao lado do caixão branco de Júlia.

A tia paterna de Giuvan, a dona de casa Maria dos Reis Rodrigues Araújo, 40, está inconformada. “Que a Justiça permaneça. Nós consideramos a Laryssa um mostro. Ela tem que pagar pelo que fez. O Giuvan também foi vítima dela. Nós temos certeza da inocência dele. O meu sobrinho não teve culpa.”

Ainda segundo Maria, a família está despedaçada. “Vamos lembrar da Júlia como um bebê feliz que gostava de brincar e, principalmente, da vida”, disse. “Nós estamos sentindo a dor do meu sobrinho. Um menino muito carinhoso e sensível. A gente espera que ele consiga se levantar para cuidar da outra filhinha dele de 1 ano. Queremos que ela (Laryssa) o deixe viver e ter o luto dele em paz.”











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