02.04.2020 | 16h22


NACIONAL / 'ESTRATÉGIA DE SATÃ'

Religiosos se unem a Bolsonaro e negam riscos da Covid-19

As igrejas neopentecostais brasileiras seguem a mesma linha sobre o coronavírus que os pregadores evangélicos da televisão dos EUA.



Muitos pastores apoiam discurso do presidente, que minimiza a pandemia de covid-19 e critica isolamento social. Várias igrejas seguem abertas, mas a maioria dos fiéis prefere ficar em casa. O presidente Jair Bolsonaro gosta de copiar o seu ídolo americano, Donald Trump - da suposta inofensividade do coronavírus até os poderes de cura de medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina, passando pela teoria da conspiração de que o vírus foi uma criação da China para atacar o mundo ocidental.

Ao mesmo tempo, as igrejas neopentecostais brasileiras seguem a mesma linha sobre o novo coronavírus que os pregadores evangélicos da televisão dos EUA.

O vírus é uma estratégia de satã, anunciou Edir Macedo, o fundador da poderosa Igreja Universal do Reino de Deus, em um vídeo nas redes sociais. Quem nada teme não precisa se preocupar, pois o vírus nada poderá lhe fazer, acrescentou o milionário dono da Record. Já Valdemiro Santiago, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, considera o vírus uma vingança divina.

Nos últimos dias, o mais agitado de todos foi Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e tido como o guru religioso de Bolsonaro. Assim como o mandatário, Malafaia também criticou o isolamento social.

"Vai morrer gente pelo coronavírus? Vai. Mas se houver caos social, vai morrer muito mais. As igrejas são essenciais para atender pessoas em desespero, angustiadas, depressivas, que não serão atendidas nos hospitais", afirmou Malafaia.

Na última quinta-feira (26/03), Bolsonaro alterou um decreto que define os serviços públicos e as atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus, incluindo na lista as atividades religiosas. No dia seguinte, a Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu o trecho referente às igrejas do decreto, mas nesta terça-feira, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) derrubou a decisão, voltando a permitir as atividades religiosas.











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