05.07.2020 | 09h36


NACIONAL / CORONAVÍRUS

Reino Unido inicia testes de tratamento com plasma de recuperados



O plasma sanguíneo de pacientes que se recuperaram da covid-19 está sendo testado no Reino Unido como um tratamento potencial para aqueles que ainda sofrem da doença causada pelo novo coronavírus.

Espera-se que a transfusão do plasma com anticorpos contra o coronavírus possa ajudar os sistemas imunológicos daqueles em dificuldades.

Ann Kitchen foi a primeira pessoa a receber o tratamento no país. Ela estava sendo tratada na unidade de terapia intensiva do Hospital St. Thomas, em Londres, quando os pesquisadores pediram que ela participasse do teste de plasma sanguíneo.

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"Eu apenas senti que era a coisa certa a fazer. Alguém tem de ser o primeiro. Se isso vai ajudar outras pessoas, apenas senti que era o certo."

Desde então, cerca de 200 outras pessoas já concordaram em participar dos testes. Cerca da metade recebeu o plasma.

Getty Images Dois estudos no Reino Unido estão testando se o plasma é ou não eficaz

Antes da pandemia, não havia um programa nacional específico de doação de plasma. Agora, mais de 90 mil pessoas se ofereceram para doar seu plasma na Inglaterra. O material pode ficar congelado por três anos.

Até agora, já foi coletado o suficiente para tratar mil pessoas. Os pesquisadores desejam obter o máximo possível agora, especialmente para o no caso de uma possível segunda onda de infecções.

A ideia por trás deste tratamento é simples. Uma maneira de o sistema imunológico combater infecções é através da produção de anticorpos. Portanto, em teoria, dar esses anticorpos a alguém que está doente pode conferir a esta pessoa uma dose instantânea de imunidade.

Dois estudos no Reino Unido estão testando se isso é verdade. Gail Miflin, diretor médico do departamento de sangue e transplante do sistema de saúde pública do Reino Unido, o NHS, diz que saberemos ainda este ano se o plasma é ou não eficaz.

 

"No momento, não sabemos. Esperamos que isso faça uma enorme diferença e ajude as pessoas a se recuperarem e a saírem do hospital mais rapidamente."

BBC 'Eu apenas senti que era a coisa certa a fazer', diz Ann Kitchen, a primeira pessoa a receber o tratamento no país

Ann está otimista. "Tudo o que sei é que, poucos dias depois de receber esse plasma, comecei a me sentir muito melhor. Então, espero que seja comprovado que funciona."

Ela está se recuperando em casa há várias semanas e acha que está começando a entender o quanto estava doente.

Seus sete filhos e filhas disseram que estavam assustados, porque ela ficou "muito mal". Agora, há dias em que ela se sente bastante cansada, mas diz que, na maior parte do tempo, se sente "fantástica".

Ann diz ser incrivelmente grata aos doadores do plasma que recebeu. "Fico feliz por haver pessoas por aí que estão dispostas a dar uma chance às outras pessoas."

 











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