03.09.2012 | 09h13


MÃO DE OBRA

Qualificação é um obstáculo

Segundo representantes do setor, conseguir mão de obra ainda figura como o principal problema



Com a expansão e crescimento que o comércio de seguros vem alcançando no cenário econômico de Mato Grosso, o principal desafio das empresas e profissionais é se sobressair diante do assédio dos concorrentes. Em um cenário onde a competição é acirrada, como em qualquer outra situação, o que define uma empresa e um profissional como bons e competitivos é o atendimento diferenciado Nesse aspecto a mão de obra ainda é o principal objetivo e continua a ser o grande gargalo do setor não só em Mato Grosso como em todo o país. 

De acordo com dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor), o Brasil tem um corretor para cada 3 mil habitantes.

Segundo o representante do Sindicato das Seguradoras do seguimento (Sindseg) em MT, Célio Roberto de Freitas, o número de corretores no país é insuficiente e formar profissionais preparados para esse segmento é o grande desafio. A média salarial de um profissional varia de acordo com os valores e quantidade de seguros, porém a média pode chegar a R$ 5 mil.

DETALHES

O presidente do Sindseg, explica que a qualificação é fundamental para que os corretores possam se consolidar no mercado. “O corretor deve estar sempre atualizado dos assuntos pertinentes ao ramo, participando de treinamentos e cursos que irão facilitar o melhor desenvolvimento de sua habilidade de vendas”, ressalta.

O corretor de seguros Eduardo Paim afirma que é preciso se orientar sobre o mercado, estudar sobre todos os produtos que comercializará e entidades que atenderá. 

“É um mercado muito minucioso. Qualquer detalhe faz extrema diferença, por isso a qualificação é muito importante”.

Conforme ele, o fato de que muitos corretores escolhem a profissão apenas por seus ganhos ou até por falta de oportunidade de emprego em outras áreas e isso prejudica a categoria e os segurados. “O corretor competente não vende aquilo que precisa ser vendido, mas o que o cliente realmente necessita. Só assim se fideliza o cliente”.

Segundo o presidente do Sindseg, o número de cursos para a formação desses profissionais tem crescido nos últimos anos, o que facilita para que o corretor se profissionalize. “Hoje encontramos vários cursos que forma bons profissionais. Cabe a cada um o interesse de se especializar e ser diferenciado”, aponta.











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