21.05.2020 | 14h40


NACIONAL / PROCURA-SE

Prefeito some e aviso de pedido de impeachment é feito na web

Charlinho e Abeilardinho chegaram a ser afastados em março, mas STF anulou o processo, reconduzindo-os ao cargo. RJ1 também não conseguiu localizá-los



A Câmara de Vereadores de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, publicou na página da Casa na internet um edital de notificação de um novo processo de impeachment contra o prefeito, Carlo Busatto Junior (MDB), o Charlinho, e o vice, Abeilard Goulart (sem partido), o Abeilardinho.

A postagem, no dia 13, foi a saída encontrada pelos vereadores porque, após 35 dias, servidores não conseguiram entregar-lhes o aviso em mãos.

O RJ1 também tentou, em vão, localizar Charlinho e Abeilardinho -- e em diferentes endereços 

O edital deu 10 dias para defesa prévia dos dois -- o prazo se esgota no fim de semana.

Prefeito e vice sofreram impeachment em março e foram afastados por nepotismo, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) os reconduziu ao cargo.

A nova denúncia é de uma servidora da prefeitura. Ela afirma que houve irregularidades no contrato da coleta de lixo, com favorecimento à família do vice-prefeito.

Na cidade onde o prefeito e o vice desapareceram no meio da pandemia do coronavírus, 24 pessoas morreram, e 528 contraíram a Covid-19, segundo o balanço desta quarta (20).

A cidade não tem sequer um leito de UTI e a única UPA da cidade está fechada há quatros anos.

Charlinho não se manifesta

 

O RJ1 esteve em cinco endereços de Charlinho. Em duas ocasiões, o gabinete na prefeitura estava trancado.

O prefeito também não estava na casa e no sítio em Itaguaí nem em um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ainda não houve resposta na casa em Mangaratiba.

O RJ1 teve acesso às contas de luz de casas de Charlinho. Em Itaguaí, não há consumo desde novembro do ano passado. Já no imóvel da Barra, a conta foi de mais de R$ 2 mil no mês passado.

Já Abeilardinho foi visto correndo em Itacuruçá, um distrito de Mangaratiba.

 

De acordo com a Lei Orgânica de Itaguaí, o prefeito e o vice têm que fixar residência no município — ou podem perder o mandato.











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