03.12.2019 | 20h19


'NÃO ACEITOU FIM DO RELACIONAMENTO'

Mulher é presa e confessa que matou o marido queimado

Vítima foi atacada enquanto dormia, teve 90% do corpo queimado e morreu no hospital. Esposa também ficou ferida com as chamas.



Uma mulher de 51 anos foi presa e confessou que matou o próprio marido, Chanter Ley Pereira de Almeida, de 53 anos, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, Rosemir de Araújo Gueremito de Souza não aceitava o desejo do companheiro de se separar, aproveitou quando ele estava dormindo, jogou álcool nele e ateou fogo. O homem teve 90% do corpo queimado.

No dia 24 de outubro, data do crime, os dois passaram o dia em um clube bebendo e tiveram uma discussão ao chegar em casa. Em um vídeo feito pela polícia após a prisão, a mulher confessou o crime e disse que agiu em um momento de "desespero", mas está arrependida.

"A gente teve uma pequena discussão. Ele se deitou, e eu fui ao banheiro. Não sei o que me deu, um desespero. Peguei um pouco de álcool, joguei nele e taquei fogo. Ele estava na cama, acho que estava dormindo", afirmou.

Ela responderá por homicídio triplamente qualificado. O G1 procurou a defesa da suspeita por telefone e mensagem às 11h e aguarda uma resposta.

O delegado Elton Fonseca, responsável pelo caso, disse que o relacionamento entre os dois era marcado por muitas brigas e, por isso, Chanter Ley queria terminar. Familiares de Rosemir, inclusive, já tinham o avisado que ela perdia o controle quando ingeria bebidas alcoólicas e sugeriram o rompimento.

Versões diferentes

O crime aconteceu na casa dos dois, no Residencial Santa Efigênia. Segundo o delegado, Chanter Ley foi socorrido pelos bombeiros e levado ao Hospital de Urgência Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas acabou morrendo três dias depois.

Rosemir também se feriu, sofrendo queimaduras em 10% do corpo. Ela também ficou internada e, conforme a policia, foi ouvida e mentiu duas vezes.

"Primeiro, ela disse que o incêndio foi causado por um curto circuito na tomada enquanto o celular carregava. Avisamos que a versão não batia e que o marido dela tinha morrido. Ela então mudou a versão e disse que havia sido atacada por ele", afirmou.

No entanto, a polícia não acreditou nas versões, principalmente por conta do tipo de queimaduras sofridas por Chanter Ley. Diante das inconsistências, a corporação pediu a prisão dela, o que foi acatado pela Justiça. Ela foi detida no último dia 28 de novembro.

"A vítima tinha a maior parte das lesões em um dos lados do corpo, dando a entender que estava deitado. O percentual do corpo queimado também seria diferente se ele a tivesse atacado. Na delegacia, ela confessou o crime", pontua.











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