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01.10.2012 | 09h13


NACIONAL / CONAB

Milho leiloado tem procura inferior à oferta

Esses lotes estão sendo ofertados aos produtores afetados pela seca nas regiões Nordeste



Os lotes de milho leiloados pela companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (28) não foram todos vendidos. Foram ofertados dois lotes, um com 23 mil toneladas e outro de 7,5 mil toneladas, sendo que somente 58,19% do primeiro e 46,47% do segundo foram fechados.

Esses lotes estão sendo ofertados aos produtores afetados pela seca nas regiões Nordeste (exceto para os municípios que compõem a Região de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães - Bahia), Norte (exceto Rondônia, Pará e Tocantins) e Norte. Além dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

De acordo com o edital, o valor do produto é de R$ 0,21 o quilo para o milho originado em Mato Grosso e outros R$ 0,29 o quilo de Goiás. Entre abril a setembro a estatal deve promover leilões para transportar cerca de 400 mil toneladas de milho em grão para atender o Programa de Venda em Balcão.

A Companhia enfrenta dificuldades para escoar o cereal do Centro-Oeste. O declínio nos embarques foi ocasionado pela grande oferta de cargas nas regiões produtoras, em sua maioria para terminais ferroviários e os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), o que provocou alta no preço dos fretes praticados no mercado.

No início do mês de setembro o Ministério da Agricultura solicitou auxílio do Exército para atuar na remoção. No entanto o Ministério da Defesa justificou haver inviabilidade técnica por não ter equipe e transporte suficiente.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Caio Ribeiro, informou, ao Agrodebate, que apesar de lento o escoamento vem sendo realizado. "A saída foi aumentar o frete entre 20 a 32% e estamos com todo o milho sendo carregado por veículos licitados pela Conab. Mesmo que o Exército tivesse condição seria desnecessário fazer outro tipo de operação", afirmou.

Último leilão

No último leilão, mais de 30 mil toneladas do produto foram oferecidas em dois lotes. O primeiro, com 14,96 mil toneladas, teve 73,40% (10,98 mil toneladas) negociado e obteve um valor de R$ 3,51 milhões. O outro lote - de 15,05 mil toneladas - registrou 64,81% (9,75 mil toneladas) de venda, com valor de R$ 3,19 milhões.











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