04.12.2019 | 11h22


TRAGÉDIA FAMILIAR

Menino mata irmão mais novo com tiro acidental

Segundo a Polícia Civil, arma estava guardada dentro de um cofre no quarto do pais. A criança decorou a senha após o pai mexer no local.



Um adolescente matou o próprio irmão mais novo com um tiro acidental no tórax dentro de casa, na tarde de terça-feira (3), em um condomínio de luxo de Anápolis, cidade a 55 quilômetros de Goiânia. Um vizinho, que é bombeiro militar, foi chamado pela empregada doméstica da casa para ajudar nos primeiros socorros. Também chamado pela empregada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve na casa e atestou a morte da criança.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Vander Coelho, o irmão mais velho decorou a senha do cofre onde a arma ficava guardada, no quarto dos pais, uma vez em que o pai mexeu no local.

“O irmão que efetuou o disparo estava muito abalado durante o depoimento, mas imaginou que a arma estava descarregada para brincar”, relata o investigador.

Com a arma em mãos, a criança passou a brincar e efetuou o disparo acidentalmente no tórax do irmão mais novo.

De acordo com o delegado, o pai da criança alegou no depoimento que a arma está com a família há muitos anos e foi repassada por gerações anteriores, mas que não tem a documentação de posse. O artigo considerado de colecionador, um revólver calibre .32, de cinco balas, tem cerca de 100 anos de fabricação.

Foram ouvidos na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH) de Anápolis, até o momento, a criança e o pai, responsável pela arma e que não estava em casa quando aconteceu o acidente.

O pai e a mãe foram chamados pela empregada e se apresentaram espontaneamente às autoridades policiais assim que chegaram ao local.

Em relação à guarda da arma, o pai disse em depoimento, segundo o delegado, acreditar que o revólver era mantido em local seguro e não sabia que o filho mais velho havia decorado a senha do cofre.

O menor terá a conduta apurada por ato infracional análogo ao crime de homicídio culposo e será divulgado apenas no final das investigações, segundo Vander Coelho, se ele será considerado responsável pela morte do irmão.

O corpo da criança está no Instituto Médico Legal para passar por exame de laudo cadavérico e ser liberado para o enterro.











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