25.02.2020 | 00h12


NACIONAL / POLÍCIA INVESTIGA

Mais de 40 pessoas alegam ter levado agulhadas durante o Carnaval

Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar as denúncias. Veja as orientações da Secretaria Estadual de Saúde



Balanço divulgado no final da tarde desta segunda-feira (24) pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) aponta que, até esse domingo (23), foram notificados 41 casos de pessoas que alegam ter sido furadas por agulhas durante festas de Carnaval. Segundo os denunciantes, os ataques teriam acontecidos em Recife, Olinda e na cidade Orobó, no Agreste do Estado.

A SES, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs), revelou que, das 41 pessoas, 25 são do sexo feminino e 16 do sexo masculino. “Após triagem no Hospital Correia Picanço, referência estadual em doenças infecto-contagiosas, 33 pacientes realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções”, informou a pasta.

Ainda de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, além das pessoas que receberam atendimento, as demais ou se recusaram a fazer o teste rápido, considerado um pré-requisito para o uso da medicação, e, por consequência, dispensaram o tratamento, ou já tinham passado pelo período de 72 horas preconizadas para que a medicação fosse iniciada. Após avaliação médica, elas foram liberadas, porém, receberam orientação para retornar ao Hospital Correia Picanço depois de 30 dias, para que assim sejam avaliadas.

“Os pacientes também foram orientados a realizarem o monitoramento permanente de possíveis infecções no próprio Hospital Correia Picanço, ou nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) dos municípios de São Lourenço da Mata (Hospital e Maternidade Petronila Campos); Caruaru (UPA Vassoral), Pesqueira (Hospital Dr. Lídio Paraíba) e Serra Talhada (Hospital Professor Agamenon Magalhães - Hospam). É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média apenas 0,3%. Todos os pacientes também receberam a indicação de procurarem os órgãos policiais para investigação das ocorrências, já que as investidas podem ser tipificadas como crime”, comunicou a SES, conforme informações da sua assessoria de comunicação.

No ano passado, cerca de 300 foliões deram entrada no Correia Picanço, sob as alegações de que teriam sido furadas por seringas durante o Carnaval. De acordo com a SES, não foram registrados casos positivos no que diz respeito às denúncias de 2019.

O Governo de Pernambuco garante que Polícia Civil recebeu, neste Carnaval de 2020, um total de 25 denúncias de possíveis picadas ou pontadas oriundas de objeto perfurocortante. “Dez denúncias ocorreram no sábado (22) e 15 foram feitas no domingo (23). A PCPE instaurou inquérito e está apurando os fatos. A PCPE alerta para o cuidado no trato do tema, para não causar pânico desnecessário na população. No ano passado, de todos os casos relatados ao Hospital Correia Picanço, apenas duas pessoas se prontificaram a prestar depoimentos à Polícia. Retratos falados foram feitos, diligências, análise de imagens, mas os inquéritos não identificaram suspeitos devido à ausência de elementos, assim como uma possível motivação para essas ações”, detalhou o Governo do Estado.

A gestão estadual reitera que o objetivo das autoridades policiais é prevenir o crime, apurar as denúncias com rigor e impedir violência. “Por isso, neste Carnaval, a PCPE montou um posto de atendimento 24h no Hospital Correia Picanço. A unidade conta com equipes formadas por delegados, escrivães, agentes e peritos papiloscopistas, para colher depoimentos, fazer as perícias, diligências e buscar imagens das câmeras de videomonitoramento com o objetivo de identificar e capturar suspeitos dessa prática”, finalizou o Governo de Pernambuco por meio de nota enviada à imprensa. O Hospital Correia Picanço fica na Rua Padre Roma, 149, bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife.











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