18.08.2019 | 20h06


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Jovem tem couro cabeludo arrancado durante corrida de kart

Com ferimentos na cabeça devido ao escalpelamento, Débora Stefanny Dantas de Oliveira foi levada ao Hospital da Restauração, onde passou por cirurgia.



A jovem de 19 anos que teve o couro cabeludo arrancado em um acidente de kart no Recife (PE) chegou a Ribeirão Preto (SP) no final da tarde deste domingo (18).

O avião de pequeno porte utilizado para transportar Débora Stefanny Dantas de Oliveira chegou ao Aeroporto Estadual Leite Lopes por volta das 17h20, confirmou a reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo, no local.

Logo após o desembarque, ela foi levada por uma ambulância para o Hospital Especializado de Ribeirão Preto (Herp), onde seria avaliada pela equipe do médico Daniel Lazo ainda neste domingo.

"Ela está bem, veio o voo todinho lúcida, conversando com a gente. A viagem foi tranquila sem turbulência”, afirmou o namorado de Débora, Eduardo Tumajan, na chegada ao hospital em Ribeirão.

A assessoria de imprensa do centro médico informou que somente daria informações mediante autorização da família da paciente.

Segundo boletim médico do Hospital da Restauração (HR), onde Débora foi atendida em Pernambuco, devido a obstruções em vasos sanguíneos que surgiram na área do reimplante feito no atendimento de emergência, a jovem precisará passar por novos procedimentos cirúrgicos para reconstrução.

Cabelo preso em kart

 

Débora estava andando de kart com o namorado em uma pista localizada no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, quando o cabelo, que era na altura da cintura, soltou da touca e ficou preso no motor, no domingo (11). A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca dela.

A jovem foi socorrida pelo namorado para o HR. O namorado disse que pegou "o rosto dela na mão", colocou em uma sacola e correu para levá-la ao hospital. O reimplante foi feito no atendimento de emergência. Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida em um primeiro momento.

Após o reimplante, Débora passou por outra cirurgia para a retirada de trombos que surgiram na área do procedimento foi internada na UTI. Na quinta-feira (15), os médicos do Recife já haviam apontado o risco de que o procedimento inicial não funcionar devido ao aparecimento de microtrombos – obstruções nas veias e artérias da área operada.

No boletim do dia 11, além de apontar a necessidade de novas cirurgias, a equipe do HR informou que entrou em contato com o time de profissionais que acompanhará a paciente pelos próximos dias, "passando detalhes sobre seu quadro para auxiliar na condução terapêutica".

Em conversa com o G1, o especialista em microcirurgia reconstrutiva Marco Maricevich, que é professor assistente do serviço de cirurgia plástica do Baylor College of Medicine em Houston, no Texas, nos Estados Unidos, apontou a necessidade de levar Débora a um centro de referência em cirurgia reconstrutiva para que o tratamento avançasse. Ele costuma lidar com casos similares ao dela.

 

 

 

Desde o acidente, o especialista vinha trocando informações com a equipe médica que atendeu a jovem no HR. De acordo com Marco Maricevich, o centro de Ribeirão Preto é o mais recomendado por ter uma equipe que atende a esses requisitos. Ele afirmou que, como o tratamento é longo, fazê-lo no Brasil oferece mais conforto para a jovem.

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