11.09.2019 | 18h51


VÍTIMA DE HOMOFOBIA

Jovem denuncia que foi estuprado e agredido após participar de parada

Vítima de 29 anos acredita ter sido alvo de homofobia. Caso foi registrado na Polícia Civil como estupro.



Um jovem de 29 anos denunciou nesta quarta-feira (11) que foi estuprado e agredido após a 24ª Parada Gay (LGBTQI+) de Goiânia. Ele afirma que teve a cabeça machucada e a roupa rasgada ao ser abordado por um homem, que ele não conseguiu identificar. A Polícia Civil investiga o caso.

Ao postar uma foto ferido em uma rede social, o jovem escreveu:

“Mais uma vez a intolerância, a ignorância e o machismo fazem vítimas. Homofóbicos tirem suas mãos imundas do meu corpo, ele me pertence! #vivo e a luta continua”, escreveu.

Segundo o registro feito no 1º Distrito Policial, o jovem estava caminhando para casa, quando nas proximidades de um colégio no Setor Central, foi forçado por um desconhecido a seguir para umas árvores na calçada de um prédio, onde aconteceu a violência sexual.

De acordo com o que foi relatado pelo jovem na delegacia, o agressor queria que ele fizesse sexo oral e, após recusar, recebeu uma pancada muito forte na cabeça com um pedaço de madeira ou ferro. Mesmo ferida, a vítima relatou que o agressor insistiu e o estuprou.

Investigação

De acordo com o delegado Glaydson Divino, o caso foi registrado inicialmente como estupro, mas as investigações vão apontar se o caso se encaixa também como homofobia, especificada na Lei de Racismo.

"O caso foi registrado como estupro, porque a vítima, inicialmente, não foi agredida pelo fato de ser homossexual, e sim porque se recusou a fazer sexo”, afirmou o delegado.

Segundo ele, imagens de câmeras de segurança podem auxiliar nas investigações. “Como o caso chegou para a gente nesta tarde, já determinei que uma equipe acompanhe. Vamos tentar imagens de câmeras próximas para identificar o autor", afirmou.

Mensagens de apoio

Em seu perfil na rede social, a vítima se identifica como não binário e ativista. Ele é conhecido por fazer também apresentações artísticas em Goiânia. Inclusive, esteve em trios elétricos da Parada Gay, que aconteceu no domingo (8).

“Após ser socorrido na rua por uma pessoa que o encontrou todo ensanguentado, o jovem foi vestido e levado até o Cais Campinas, onde levou pontos na cabeça. Ele ficou muito envergonhado, mas hoje convencemos ele de ir até a delegacia registrar o caso e também ao IML para fazer o exame de corpo de deleito. É mais um caso claro de homofobia”, disse Fabrício Rosa, da Rede de Policiais LGBTs e coordenador de Segurança da Parada.

Nas redes sociais, várias são as mensagens de apoio ao jovem. “É inadmissível passar pelo que passou. Espero de coração que você supere e que a dor te dê muito mais garra pra lutar por seus direitos e de tantos que sofrem pela coragem de ser quem são”, postou uma amiga.











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