12.08.2013 | 09h00


RIO DE JANEIRO

Gravações mostram participação de Beira-Mar em ataques a AfroReggae, diz TV Globo



Gravação de uma conversa entre os traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR) indicam como os dois discutiram os ataques à sede do AfroReggae no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, afirma reportagem divulgada neste domingo (11) pelo "Fantástico", da TV Globo.

De acordo com a reportagem, os dois condenam a atuação de José Junior, coordenador do AfroReggae, na obtenção de testemunhas contra o pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Ele está preso sob suspeita de estupro de fiéis da denominação.

Os dois criticam o dirigente da ONG e afirmam que Junior "comprou" testemunhas contra o pastor. O coordenador do AfroReggae nega a acusação.

Em determinado momento, Beira-Mar afirma que ele merece um "salve". O código é considerado por policiais um sinal para o ataque.

"Tipo assim, compraram. Compraram é eufemismo. Foi o Juninho que estava por trés disso, né... Tinha que mandar um salve lá pra ele", diz Beira-Mar a Marcinho VP, segundo a reportagem.

Os dois se encontraram no dia 10 de maio. De acordo com a reportagem, Beira-Mar pediu à Justiça contato com outros detentos por se sentir sozinho. A solicitação foi autorizada e o traficante falou com Marcinho VP pelo parlatório. A conversa foi gravada, com autorização judicial.

O AfroReggae foi atacado nos dias 16 e 30 de julho. Após o segundo ataque, os dois foram colocado em isolamento, sem banho de sol diário. Só podem receber a visita de advogados.

Segundo o "Fantástico", os dois discutiram também uma tentativa de Marcinho VP em ser transferido para um presídio estadual.











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