25.06.2019 | 15h27


CASO TRIPLEX

Gilmar propõe manter Lula em liberdade até julgamento

Mas, após deliberação dos ministros da Segunda Turma, ficou definido que os habeas corpus seriam levados para apreciação.



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar nesta terça-feira dois pedidos de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os habeas corpus haviam sido retirados de pauta, mas, após intervenções de Cristiano Zanin, advogado do petista, e do ministroGilmar Mendes , a presidente da Segunda Turma, Cármen Lúcia , colocou os itens para julgamento.

A sugestão inicial de Gilmar era permitir que Lula ficasse em liberdade até que o julgamento ocorresse. Mas, após deliberação dos ministros da Segunda Turma, ficou definido que os habeas corpus seriam levados para apreciação.

A Segunda Turma está analisando primeiramente o habeas corpus contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A tendência nesse caso é que o pedido seja negado por questões técnicas e processuais. Em seguida, será a vez do habeas corpus em que Lula tem mais chances: aquele em que a defesa questiona o trabalho do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, que teria sido parcial ao condenar o ex-presidente.

— O que nós pedimos, inclusive por petição protocolada ontem, é que sejam dadas as prioridades regimentais, uma vez que há paciente preso há mais de 400 dias. E também estamos diante de um julgamento que foi iniciado — disse Zanin.

— Diante das razões que eu expus, e do congestionamento da pauta, havia indicado o adiamento. Tem razão o nobre advogado quando alega o alongamento desse período de prisão diante da sentença e condenação confirmada em segundo grau. Como temos toda a ordem de trabalho organizada, o que eu proponho é de fato conceder uma medida para que o paciente aguardasse em liberdade a nossa deliberação completa. Encaminharia nesse sentido, se a o colegiado assim entendesse — sugeriu Gilmar.

Seria o caso de apregoar os dois habeas corpus? — questionou Cármen.

Os ministros da Segunda Turma decidiram que o advogado de Lula, Cristiano Zanin, terá direito a fazer sustentação oral antes de ser retomada a votação.











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