01.08.2020 | 14h44


NACIONAL / PORNOGRAFIA INFANTIL

Fotos obscenas: igreja investiga denúncias contra freis Alex Nuno e Hoslan

Arquidiocese confirmou que acompanha o caso, ocorrido em paróquia de Ceilândia. Ordem à que eles pertencem abriu a investigação



Após a repercussão do caso dos freis Hoslan Guedes e Alex Nuno, suspeitos de trocar mensagens pornográficas com fiéis adolescentes da Paróquia São Marcos e São Lucas, em Ceilândia, a Arquidiocese de Brasília se pronunciou sobre o assunto. O administrador diocesano, dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, publicou nota em que noticia a abertura de investigação canônica.

“As recentes notícias veiculadas por vários meios de comunicação sobre supostos abusos de menores resultaram no comprometimento do bom nome da Paróquia São Marcos e São Lucas sita na Ceilândia, com grave escândalo para os fiéis e pessoas de bem”, inicia a nota da arquidiocese.

“Em vista disso, o Ministro Provincial da Província de São Maximiliano Maria Kolbe da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que tem o cuidado pastoral da referida Paróquia, houve por bem abrir uma investigação canônica conforme as orientações da Santa Sé para estes casos”, continua o texto assinado por dom José.

Feitas por jovens e familiares, as denúncias foram reveladas pelo Metrópoles, após publicações em redes sociais com fotos de telas de celulares. Nas postagens, fiéis expuseram prints de supostas conversas dos freis com as vítimas. Nos diálogos, há nudes, filmes pornográficos, mensagens invasivas e assédio.

Os religiosos, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, preferiram ficar em silêncio durante o depoimento na 19ª Delegacia de Polícia. Eles apresentaram, por meio de advogados, defesa por escrito. O Vaticano chegou a mandar dois representantes para obter informações sobre o inquérito, mas a PCDF decidiu não repassar detalhes das diligências.

Monitoramento

 

O comunicado diz que a Arquidiocese de Brasília monitora todas as atividades da paróquia. Afirma ainda que os fiéis católicos se sentem “feridos e indignados” com os fatos noticiados, que, segundo a nota, precisam ser averiguados pela presunção da inocência.

“A Igreja Católica em Brasília convida a todos os que tiverem conhecimento desses fatos ou semelhantes a colaborarem com as pessoas encarregadas da investigação tanto canônica como civil”, pede dom José Aparecido, garantindo que os religiosos e os fiéis têm o máximo de interesse em erradicar esse tipo de escândalos contra menores, “que ferem a dignidade humana e ofendem gravemente a santidade de Deus”.

Dom José cita os papas Bento XVI e Francisco, lembrando que os dois disseram, em diversas oportunidades, que não há lugar na Igreja Católica e no clero “para quem comete esse tipo de monstruosidade”. E frisa que a arquidiocese se solidariza com as vítimas e os familiares.

Além da investigação canônica, dom José Aparecido implantou, no dia 28 de julho, a Comissão Arquidiocesana para Proteção de Menores e Pessoas em Situação de Vulnerabilidade. O grupo foi formado com o objetivo de facilitar o acesso de fiéis que tenham conhecimento de casos assim às autoridades da igreja.

O padre Carlos Henrique Silva Oliveira foi designado como presidente da comissão. Ele receberá reclamações e informações sobre possíveis abusos sexuais ou assuntos correlatos cometidos por clérigos. As pessoas podem se comunicar com o grupo por meio do número (061) 99873-5635.











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