16.02.2020 | 09h19


NACIONAL / MONSTRO

Filho prende mãe em quarto escuro e a tratar como animal selvagem

Comida e água eram servidas em potes e o local estava muito sujo, com vômitos espalhados



Agentes da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) encontraram uma idosa em situação de maus-tratos em uma residência em Planaltina, Distrito Federal. O filho, de 39 anos, é o principal suspeito de manter a mãe isolada. O homem foi conduzido até a delegacia para prestar esclarecimentos. O caso ocorreu na tarde desta sexta-feira (14).

A partir de uma denúncia anônima, policiais encontraram a mulher, de 79 anos, em um cômodo escuro, deitada em um colchonete, usando apenas uma fralda geriátrica. "A água e a comida estavam servidos em potes e o local estava muito sujo, com vômitos espalhados, inclusive no corpo da idosa", detalhou o delegado Diogo Cavalcante.

Policiais prenderam o suspeito pelo crime no âmbito da Lei Maria da Penha. Segundo o delegado, a investigação segue, agora, para avaliar o caso e verificar outros possíveis crimes. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou socorro à vítima. A mulher está internada em estado grave no Hospital Regional de Planaltina.

Outro caso

Em 14 de janeiro, uma idosa de 69 anos foi encontrada por policiais civis em situação de maus-tratos, em uma residência em Taguatinga Sul, na QSC 1. Segundo investigações, a mulher estava em estado vegetativo, sem dentes e desnutrida. A denúncia partiu do médico chefe da equipe do Núcleo de Atendimento Domiciliar (NRAD) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Ao chegar ao endereço, a equipe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa, ou com Deficiência (Decrin) encontrou a idosa acamada, trajando apenas uma fralda, que estava suja de urina e fezes, coberta com um lençol velho. No corpo da mulher, havia várias feridas abertas, inclusive uma delas com exposição do pulmão. A vítima chegou a ser encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu e morreu.

 A responsável pelos cuidados era a própria filha, Flávia Cristina Marçal, 38 anos. Em depoimento, ela disse que, pelo fato de a mãe ser alimentada por sonda, não tinha gastos com ela. A filha utilizava da aposentadoria da mãe, no valor de R$ 3.9 mil, para comprar roupas, utensílios para a casa e até para guardar na poupança. A suspeita foi autuada pelos crimes de omissão de socorro, exposição ao perigo e apropriação de bens, mas foi liberada em seguida, após pagar fiança de R$ 2,5 mil.











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